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Quinta-feira, 25 de Junho de 2015, 20h:47

PROFESSORES

MT tem o terceiro maior salário

MARCOS LEMOS
Da Reportagem
O governador Pedro Taques (PDT) assegurou que cumpre em novembro próximo a segunda parcela da reposição das perdas inflacionárias de 3,11% referentes à inflação oficial medida de janeiro a dezembro de 2016 que somou 6,23%. A afirmação foi feita diante de insinuações de que poderia haver uma protelação na segunda parcela e na quitação em janeiro da inflação decorrente do período de maio até novembro em relação ao percentual dividido. A fala de Pedro Taques veio ainda acompanhada de uma situação privilegiada, que é o fato de Mato Grosso estar entre os maiores valores de remuneração dos profissionais do ensino público estadual e ser um dos poucos que cumpre a hora-atividade em 30% que é o período em que o professor recebe para planejar e dar qualidade nas suas aulas a serem aplicadas aos seus alunos. Em publicação do portal de notícias G1, Mato Grosso ocupa a terceira melhor colocação entre os 27 Estados Brasileiros que melhor pagam seus professores, com licenciatura. O ranking comparou os salários da categoria nas redes estaduais de todo o país e as três melhores remunerações estão na região Centro-Oeste. O salário-base inicial em Mato Grosso, para uma jornada de 40 horas semanais é de R$ 3.802,09, ou seja, R$ 23,76 a cada 60 minutos que o professor passa dentro da sala de aula com os estudantes, ou fora dela preparando atividades, provas e relatórios. “É claro que não é o salário ideal. Sempre vamos trabalhar para que o professor seja melhor remunerado, melhor capacitado e reconhecido. É uma das maiores profissões do Mundo”, disse o governador Pedro Taques convicto de que é possível fazer mais, mas existem limites nos gastos e a responsabilidade de cumprir com o que for acordado. No ranking dos Estados, está em primeiro lugar, Mato Grosso do Sul, com salário-base mensal de R$ 3.994,25, o que equivale a R$ 24,96 por hora. Já o segundo lugar é ocupado pelo Distrito Federal, com vencimento de R$ 3.858,87, sendo R$ 24,12 hora/aula. Em Mato Grosso, segundo o secretário de Educação, Perminio Pinto, são mais de 38 mil profissionais da Educação Pública e uma folha de pagamento que consome quase a totalidade dos recursos previstos no Orçamento para 2015. A folha de pagamento da Educação vai consumir durante todo o ano de 2015, mais de R$ 1,8 bilhão para um orçamento total de R$ 1,9 bilhão e uma infinidade de problemas por causa das distâncias entre os 141 municípios e a necessidade do Estado se fazer presente nas quase 800 unidades escolares sob sua responsabilidade. “Os valores apresentados são a base em que o servidor aposenta, não havendo inclusão de gratificações, bônus, etc, no pagamento da remuneração dos profissionais da educação básica, algo muito comum em outros Estados”, explica o secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto.

Edição EDIÇÃO 16967




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