O procurador-geral de justiça Marcelo Ferra ainda não analisou o ofício encaminhado por cinco promotores da 11ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa que pede investigação sobre possível participação do ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR) no superfaturamento de R$ 44 milhões dos equipamentos do programa MT 100% Equipado. Ontem, o procurador-geral de justiça justificou que analisa, além do documento, as duas ações civis públicas ingressadas contra os ex-secretários de Administração, Geraldo De Vitto, e de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, acusados de participação das irregularidades. O ofício foi encaminhado a Marcelo Ferra no dia 16 de novembro, entretanto ele só teve acesso a ele no dia 29, após retornar de período de recesso. O documento leva a assinatura dos promotores Gilberto Gomes, Célio Fúrio, Clóvis de Almeida Júnior, Gustavo Dantas Ferraz e Mauro Zaque. Eles defendem que os procedimentos licitatórios investigados, por representarem a maior compra já realizada pelo Estado, somente seriam possíveis de ser fraudados com a conivência e participação efetiva direta e eficiente da alta cúpula do governo. Por esse motivo, pedem a investigação de Blairo Maggi. As irregularidades foram descobertas na gestão do ex-governador republicano e aconteceram no financiamento de R$ 241 milhões conseguidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de 705 máquinas e caminhões, entregues aos 141 municípios mato-grossenses.