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Terça-feira, 26 de Setembro de 2017, 19h:24

OPERAÇÃO SEVEN

Ministério Público pede 22 anos de cadeia para Silval Barbosa

RAFAEL COSTA
Da Reportagem
O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) poderá ser condenado até 22 anos de cadeia pela suspeita de participação em um esquema de desvio de R$ 7 milhões aos cofres públicos. A condenação foi requerida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nas alegações finais apresentadas na ação penal em andamento na 7ª Vara Criminal de Cuiabá relacionada a Operação Seven. O processo será julgado pela juíza Selma Arruda. Os crimes atribuídos ao peemedebista são de organização criminosa, peculato, ordenação de despesas não autorizadas. Pelos mesmos crimes, o ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), poderá ser condenado até 22 anos de prisão. O ex-secretário de Planejamento, Arnaldo Alves, pode ser condenado até 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e organização criminosa. Outros réus como o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf e o procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, e o ex-secretário adjunto de administração, José Nunes Cordeiro, poderão ser condenados até 20 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e peculato. O ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), Afonso Dalberto, é acusado de organização criminosa e peculato e tem pena estipulada em 20 anos. O médico Filinto Correa da Costa foi acusado do crime de peculato e pode cumprir pena de até 12 anos de prisão. Em razão de acordos de colaboração premiada e confissão de crimes em juízo, réus como o ex-governador Silval Barbosa, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf e o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, poderão ter as penas reduzidas em até 2/3 ou receber perdão judicial. De acordo com as investigações dos promotores de Justiça, o governo do Estado deu início a um processo administrativo para a aquisição de uma área de terra rural que seria acrescida ao Parque Estadual Águas do Cuiabá, localizado na região do Manso. O processo tramitou por vários órgãos públicos estaduais, como as secretarias estaduais de Meio Ambiente (Sema) e Administração, Casa Civil e no Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), onde foi avaliado tecnicamente por agentes públicos.

Edição EDIÇÃO 16967




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