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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008, 19h:27

PALÁCIO PAIAGUÁS

Mauro do Psol já se lança para 2010

Apesar de duas derrotas na disputa ao Executivo, o procurador se diz motivado com o crescimento do partido na eleição passada

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
Candidato derrotado a prefeito de Cuiabá, o procurador da Fazenda Nacional Mauro César Lara de Barros, o Procurador Mauro (Psol) anunciou ontem que já é pré-candidato ao governo do Estado em 2010. Mesmo com a derrota em 2006, quando disputou o comando do Palácio Paiaguás e a mais recente do Palácio Alencastro, Procurador Mauro se diz motivado para mais um embate político por conta das mudanças sociais que devem ser feitas para melhorar a qualidade de vida da população mato-grossense. “Meu estímulo se baseia nas mudanças necessárias ao Estado, que passam pelo investimento sério em educação, saúde e em outros setores que contribua para o bem-estar do povo. Nossas ações são diferentes das destes grupos que estão no poder e daqueles que também passaram por lá”, argumenta. O discurso de fazer política focada nos interesses do cidadão, pregado durante a campanha eleitoral pelo Psol, foi na visão de Procurador Mauro perfeitamente entendido pelos eleitores devido ao crescimento do número de militantes que pode ser percebido nos últimos meses. “Estamos iniciando uma campanha de filiação para fortalecimento do partido. Eu asseguro que encerrada a eleição já recebemos um bom número de novos militantes. O que mostra que a derrota não é um empecilho para o futuro, afinal se deve levar em conta o forte poder financeiro que houve nesta eleição”, disse o procurador, que também é presidente do diretório municipal e membro da Executiva estadual do Psol. Questionado se uma nova candidatura ao Poder Executivo não torna clara uma falta de lideranças políticas do Psol no Estado, Procurador Mauro descarta e diz que há outras alternativas na sigla. “É um desejo meu de ser candidato ao governo do Estado, mas não é uma imposição. Há outros nomes, como a Cleuza Dias Leite, que disputou o Senado em 2006, e o Arildo Leal, que foi candidato a vereador neste ano”, comenta. Quanto à construção de alianças com outras siglas para fortalecer a candidatura, o líder do partido que defende o socialismo e a liberdade pretende seguir a linha das últimas eleições que disputou e dispensa, segundo o que classifica Procurador Mauro, ‘acordões’ para conquistar a vitória. “Vamos dispensar partidos que não têm aspecto ideológico com o Psol e se baseia em mentiras. É o caso do PR, PSDB e DEM”, afirma. No entanto, é possível proximidade com outros partidos. “Se for abrir negociações para aliança, serão apenas PSTU e PCB”, disse. União com o PT e o PCdoB, partidos que em suas formações apresentam matizes ideologicamente consistentes de esquerda, está descartada. “São partidos que fazem parte do status quo, apenas se dizem de esquerda para tirar proveito político e enganar a população”, critica Procurador Mauro, que já foi filiado ao PT durante dois anos e se desfiliou em 2003, no mesmo momento em que em Brasília os parlamentares Heloisa Helena, Luciana Genro e Babá entravam em divergências com as linhas adotadas pelo PT na esfera do Executivo nacional. A possibilidade de ser candidato ao Poder Legislativo em 2010, por conta da visibilidade que a participação em eleições anteriores lhe deu, está descartada. ”A realização das idéias que o partido defende estão essencialmente ligadas ao Poder Executivo. Nossas propostas serão levadas com facilidade ao cidadão quando ocuparmos o comando do governo”, alega. Procurador Mauro ainda concorda com o discurso dos demais postulantes ao governo do Estado de que as discussões para o pleito de 2010 iniciadas após o término das eleições municipais não estão sendo adiantadas. “Os assuntos para melhorar Cuiabá e Mato Grosso têm que surgir sempre. Fazem parte do costume político discutir novos rumos quando se encerra uma disputa”, finaliza.

Edição EDIÇÃO 16962




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