Primeira Página
Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010, 19h:40
A
A
CANDIDATO DO PSOL
Marcos Magno só conhece 14% dos municípios de MT
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O candidato ao governo de Mato Grosso pelo PSOL, Marcos Magno, afirmou ontem que conhece apenas 20 municípios do Estado, ou seja, 14,18%. Apesar disso, ele diz que é possível avaliar a realidade de todas as regiões e desenvolver políticas para 141 cidades mato-grossenses. As declarações foram feitas ontem na rádio Band FM e no programa Baixada 40º, da TV Cidade Verde, afiliada da Band. Diferente dos outros três candidatos que percorrem diversas cidades desde a pré-campanha eleitoral, Magno concentrou suas ações apenas na baixada cuiabana. Ele acredita que a falta de dinheiro foi um dos fatores determinante para o seu desempenho eleitoral. Magno aparece nas pesquisas eleitorais com no máximo 1% das intenções de votos. Se eu tivesse dinheiro poderia estar melhor nas pesquisas. É só olhar o quadro atual, os que estão na frente são os que têm mais recurso, disse o candidato. Para mudar essa disparidade nos processos eleitorais, ele defende o financiamento público das campanhas. Além de evitar a vantagem de quem tem mais recursos, evitaria também corrupção, pois, na maioria dos casos, os empresários que fazem financiamentos nas campanhas, esperam retorno do político eleito. Magno afirma que os outros candidatos, o governador Silval Barbosa (PMDB); o ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB); e o empresário Mauro Mendes (PSB) representam a mesma face da moeda. Para o candidato de esquerda, os três representam o modo capitalista de fazer política. Ele também admite que a falta de dinheiro tem reflexo no seu programa eleitoral, que tem um minuto e quarenta segundos no horário eleitoral gratuito. Por ser um partido de esquerda, o programa tem até um tom ameno, sem críticas ácidas ao atual governo ou adversários. Diferente do candidato a presidente do partido, Plínio de Arruda, que faz críticas mais contundentes aos adversários. Esse papel, no Estado, quem desempenha mais é o candidato ao senado do partido, o procurador Mauro, a principal aposta do partido. A falta de uma equipe de marketing, segundo Marcos Magno, fez falta na elaboração de um programa mais eficaz. Mesmo com os problemas financeiros e a falta de expressividade política, Magno acredita que pode chegar ao segundo turno. O eleitor está cansado dos mesmos políticos. Magno promete, se eleito, nomear como secretários de estado apenas servidores públicos de carreira. São eles que conhecem a administração pública e vão melhor trabalhar pelo Estado, diz Magno. Outra proposta polêmica é reduzir repasses para a Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e Ministério Público. Esses órgãos estão bem equipados, precisamos fazer um conscientização para que haja economia e esse recurso seja empregado em serviços diretos para o povo, defendeu.