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Quarta-feira, 06 de Abril de 2016, 20h:53

AEROPORTO MARECHAL RONDON

Maluf comemora possível concessão

Apontado pelos próprios usuários nos últimos quatro anos como o pior aeroporto do Brasil, segundo pesquisa da Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, o Marechal Rondon deverá passar em breve para as mãos da iniciativa privada. O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), é crítico mordaz da situação da unidade aeroportuária que era para estar atendendo um público estimado da ordem de 5 milhões de passageiros/ano em 2014. Segundo Guilherme Maluf, que assumiu neste ano a defesa intransigente e crítica em busca de uma solução para a precária situação do Aeroporto Marechal Rondon, o Conselho Nacional de Desestatização se manifestou favorável a repassar as obras e a operacionalização da unidade para a iniciativa privada. “O Conselho Nacional de Desestatização publicou resolução na edição do Diário Oficial da União – DOU que circulou na última terça-feira com data do dia 4 de abril, propondo a edição de decreto autorizando a inclusão no Programa Nacional de Desestatização (PND) do Aeroporto Internacional de Cuiabá - Marechal Rondon que está localizado em Várzea Grande”, frisou o presidente da Assembleia Legislativa. Guilherme Maluf sinalizou que a atual estrutura aeroportuária de Mato Grosso não faz jus à sua condição de megaexportação de commodities. “Pode parecer um exagero, mas no mundo moderno existem, sim, exportações de algumas commodities por meio aéreo, mas o mais importante é mesmo a questão dos passageiros e principalmente de dois tipos de público, o turista que movimenta mais de 52 tipos de serviços como restaurantes, cinemas, teatros, pousadas, táxis e locação de veículos, entre outros, e o turismo de negócio, que são aqueles em busca das potencialidades de Mato Grosso, como os ligados ao agronegócio”, explicou o presidente do Parlamento estadual. Maluf defendeu a unidade de toda bancada federal, dos senadores e deputados federais, para acelerar o processo de privatização com a definição de prioridades para obras a serem executadas nos próximos anos. “O governador Pedro Taques sabe da importância de repassar o Aeroporto Marechal Rondon para a iniciativa privada que, além de ter condições de injetar recursos privados, pode acelerar obras que na maioria das vezes pelo poder público sofre as intempéries da burocracia do poder público”, disse Guilherme Maluf. Ele defendeu ainda a constituição de uma comissão parlamentar de acompanhamento deste processo de desestatização para que o processo não sofra com a burocracia e com os entraves da legislação. “O que se quer é o quanto antes poder usufruir de um serviço aeroportuário de qualidade, pois o mesmo é pago e com taxas de custos elevadas”, disparou Guilherme Maluf. O presidente do Parlamento estadual estimou que em dois anos, após o processo de desestatização, as obras já devam estar prontas e a unidade funcionando a todo vapor e com um diferencial: o resultado será mais do que positivo, pois o mesmo é economicamente viável.

Edição EDIÇÃO 16967




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