Primeira Página
Terça-feira, 28 de Julho de 2015, 20h:42
A
A
AVANÇOS IMPORTANTES
Maggi volta a defender ajuste fiscal
Marcos Lemos
Da Reportagem
O senador Blairo Maggi, líder do PR no Senado da República, voltou a defender a medida provisória que cria dos fundos para compensar os Estados e municípios de eventuais perdas pela equalização das alíquotas do ICMS, que na prática coloca fim na guerra fiscal e nos incentivos fiscais que perderão a eficiência e terão que ser repensados. O mais importante agora é legalizar bilhões de reais que estão no exterior e que de forma lícita, por causa de brechas legais, foram para em outros países e que podem representar entre R$ 25 bilhões e R$ 100 bilhões de aporte aos cofres públicos, já que basta o recolhimento das taxas de cobrança pública para que os recursos sejam repatriados pelos próprios donos sem dano algum, explicou o senador, lembrando que este dinheiro formalizará o fundo de compensação pela equalização do ICMS. Pela proposta da equipe econômica do governo federal, liderado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, as alíquotas do ICMS seriam de 7% nos produtos do Centro-Oeste, Norte e Nordeste com destino ao Sul e Sudeste e de 4% do Sul e Sudeste com destino ao Centro-Oeste, Norte e Nordeste por um período entre cinco e oito anos até que se atinja uma alíquota única de 4% para todos os Estados. O outro fundo seria de Infraestrutura, onde recursos públicos seriam destinados para os Estados do Centro Oeste, Norte e Nordeste que estão atrasados em relação ao Sul e Sudeste e compensaria a falta de receita para os investimentos públicos necessários, além de aquecer a economia com obras públicas. Segundo Blairo Maggi, pela proposta, quando efetivada em sua plenitude não haveria mais a necessidade da guerra fiscal entre os Estados na busca de investidores. O secretário de Planejamento de Mato Grosso, Marco Aurélio Marrafon, defende um novo modelo de ação para conquistar novos investidores para trocarem seus Estados. A Sociedade de Propósito Especifico (SPE), se reveste na natureza do Estado se tornar sócio garantindo investimentos públicos aliados aos privados até que o poder público possa sair da sociedade com a instalação completa e o funcionamento da empresa ou indústria, disse o secretário apontando que ela pode ser realizada através da MT Fomento ou da MT PAR empresas públicas. Marrafon disse que por um lado o fim da guerra fiscal será importante para igualar a disputa por novos investidores, obrigando os Estados a procurarem parceiros interessados em se instalar e apresentar resultados positivos.