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Primeira Página
Quarta-feira, 03 de Novembro de 2010, 20h:49

Maggi gasta só R$ 5,6 mi dos R$ 15 mi previstos

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Candidato ao Senado mais votado da história de Mato Grosso, com mais de um milhão de votos, o ex-governador Blairo Maggi (PR) gastou R$ 5,6 milhões na campanha eleitoral, conforme a prestação de contas declarada ao Tribunal Superior eleitoral (TSE). O maior doador da campanha foi o próprio senador eleito e a empresa da família. Blairo tirou do próprio bolso R$ 780 mil, e a Amaggi Exportação Importação, mais R$ 435 mil. Sem conseguir se eleger, o terceiro colocado, deputado federal Carlos Abicalil (PT) gastou quase o mesmo tanto que Maggi, R$ 5 milhões. O ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), quarto colocado na disputa, gastou R$ 1,7 milhão. Jorge Yanai (DEM), quinto colocado, consumiu R$ 227 mil; Procurador Mauro (Psol) fez a campanha com apenas R$ 23 mil; e Naildo Lopes (PV) utilizou R$ 72 mil. O valor utilizado por Maggi e Abicalil, no entanto, é duas vezes menor do que o previsto inicialmente. Os dois tinham previsto gastos de R$ 15 milhões cada um. O outro senador eleito por Mato Grosso, Pedro Taques (PDT) até ontem não tinha declarado as despesas. O prazo oficial terminou na terça-feira. Conforme assessoria de Taques, a prestação seria entregue ontem à tarde. Os candidatos eleitos que não entregarem a prestação não podem ser diplomados. Se entregar atrasado, será acrescentada às contas uma ressalva, informando o atraso. Além do dinheiro do próprio bolso e das empresas particulares, Blairo também recebeu ajuda de construtoras. A maioria fez doações de R$ 100 mil. A Construtora Sanches e Tripoline foi a maior contribuidora, com R$ 500 mil. Também contribuíram empresários da agroindústria, madeireiras e de setores comerciais. Maggi também recebeu diversos montantes de gente da própria família, como filha e pai do genro. O primeiro suplente de Maggi, José Aparecido dos Santos, o Cidinho, também fez uma generosa contribuição pessoal, R$ 167 mil. Desde a pré-campanha havia conjecturas de que Maggi poderia assumir o Ministério da Agricultura caso o governo petista continuasse. Nesse caso, o beneficiário direto seria Cidinho, que assumiria o Senado. Maggi recebeu uma ajuda do comitê financeiro nacional do partido de R$ 100 mil, quantia pequena se comparada com a despesa que teve. Do Comitê financeiro local ele recebeu R$ 65 mil. O maior gasto de Maggi foi com a confecção de matérias impresso para campanha, consumindo R$ 1,8 milhão do montante arrecadado. Já o gasto com pessoal foi a segunda maior despesa de Maggi, R$ 1,5 milhão. Ele ainda gastou R$ 378 mil com locação de veículos e R$ 360 mil com a realização de pesquisas.

Edição EDIÇÃO 16967




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