Primeira Página
Sábado, 10 de Dezembro de 2011, 12h:40
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DISCUSSÃO PARTIDÁRIA
Líderes do DEM não vão a encontro
LAURA NABUCO
Da Reportagem
A primeira das quatro reuniões do diretório municipal do DEM em Cuiabá não contou com a participação do senador Jayme Campos nem do deputado estadual Dilmar Dal Bosco. Até mesmo o ex-diretor da extinta Agecopa, Roberto França, que se filiou ao partido recentemente com o discurso de ajudaria na organização para o pleito de 2012, esteve presente. Segundo o presidente da legenda em Cuiabá, Leonardo Leão, apenas o deputado federal Júlio Campos compareceu. Júlio, no entanto, participou apenas da abertura da audiência e logo se ausentou. A justificativa foi uma visita ao deputado estadual licenciado Luiz Marinho (PTB), que retornou de São Paulo na quinta-feira passada. O petebista fazia um tratamento médico após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no final de setembro. O Jayme também foi vê-lo. Como ele estava no interior do Estado e as visitas têm hora marcada, achou que não daria tempo de chegar aqui, explicou Leonardo. Já Dilmar, que também havia confirmado presença, não conseguiu sair de Sinop a tempo. Em entrevista ao Diário, o deputado, que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na concessão de licenças a Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), disse que dedicaria seu final de semana à conclusão do relatório do que foi apurado em alguns dos empreendimentos alvo de denúncias. Meu objetivo é terminar tudo até segunda-feira, mas não sei ainda se vai dar tempo, disse. Apesar das grandes lideranças não estarem presentes, Leonardo avaliou como positivo o encontro. Segundo ele, mais de 100 pessoas acompanharam a reunião. Nosso objetivo era mais ouvir do que falar, afirma. No encontro, representantes de bairros fizeram depoimentos e preencheram fichas indicando suas principais demandas. O material deve auxiliar o partido a elaborar um plano de governo visando as eleições de 2012, além de direcionar parte das emendas parlamentares de Jayme e Júlio. Como é de praxe, o senador e o deputado direcionaram os R$ 13 milhões aos quais cada um tem direito a setores genéricos, como ministérios e secretarias. O objetivo é poder remanejar o montante ao longo do mandato, sem correr o risco de perder os investimentos por qualquer impedimento legal.