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Segunda-feira, 08 de Junho de 2015, 21h:00

ELEIÇÕES 2014

Justiça Eleitoral abre investigação

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Família Riva e mais duas pessoas serão investigadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por crime eleitoral durante o pleito do ano passado. O Tribunal Regional Eleitoral acolheu nesta segunda-feira (08) a denúncia formulada pelo Ministério Público e determinou a abertura do inquérito. Responderão ao processo o ex-deputado estadual José Riva (PSD), a esposa dele e ex-candidata ao governo do Estado, Janete Riva (PSD), o candidato derrotado ao Senado, Rui Prado (PSDB), o prefeito de Tesouro, Ilton Ferreira Barbosa (PSD), e a deputada estadual Janaína Riva (PSD). Eles são acusados por suposto abuso de poder econômico e de autoridade. Conforme a denúncia, o grupo alugou um imóvel que abrigava um projeto social para a campanha de Riva e Janete ao comando do Palácio Paiaguás. O prefeito do Tesouro respondia pela coordenação-geral da campanha dos sociais-democratas. A denúncia foi feita pela coligação “Coragem e Atitude Pra Mudar”, encabeçada pelo então candidato e atual governador Pedro Taques (PDT). Eles cobram a condenação por abuso de poder econômico e político dos adversários. A defesa, por sua vez, afirma que o imóvel foi locado de forma irregular. Isto porque, durante o período da campanha eleitoral o prédio, que supostamente estaria em poder do Executivo municipal, já estava sem uso. O projeto social teria sido transferido para outro local. Em nota, Rui Prado revelou estar tranquilo a respeito da citação de seu nome no processo aberto no Tribunal. Conforme esclarecimentos do advogado Filipe Bruno, responsável pela defesa do ex-candidato nos autos da investigação judicial, o aluguel do imóvel no município de Tesouro não ofendeu a legislação eleitoral, pois diferentemente do alegado pela denúncia, o contrato de locação foi feito entre a coligação “Viva Mato Grosso” e o particular proprietário do imóvel, fato incontroverso nos autos. Além da legalidade da locação, Prado sequer tinha material no local, utilizado como diretório naquele município durante a campanha. “Estou certo que a Justiça entenderá que não há motivos para acusação”, disse Prado.

Edição EDIÇÃO 16967




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