Primeira Página
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009, 20h:44
A
A
Julier nega relaxamento de prisões de cinco detidos
O juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, negou na tarde de ontem o relaxamento das prisões de cinco pessoas detidas na Operação Pacenas. Com a negativa, permanecem presos, em caráter preventivo, os empreiteiros Jorge Pires, Carlos Avalone e Marcelo Avalone e os representantes da comissão de licitação de Várzea Grande Milton Nascimento Pereira e Jaqueline Favetti. Com o indeferimento, a estratégia de advogados a partir de agora se concentrará no Tribunal Regional da 1ª Região (TRF), onde já foram ingressos vários pedidos de habeas corpus envolvendo outros suspeitos presos na Operação Pacenas. Na segunda-feira, dia em que foi deflagrada a ação policial, 11 pessoas foram detidas, incluindo donos de construtoras, políticos e servidores públicos, acusados de comandar fraudes em licitações do PAC em Cuiabá e Várzea Grande. Todos permaneciam presos até o começo da noite de ontem. A negativa assinada por Julier em Mato Grosso reacendia ontem as críticas de advogados. Acredito que isso foi uma atitude não refletida. Caso o juiz tivesse refletido, teria concedido. Mas decisão de juiz não se discute, se recorre, declara Paulo Fabrynni, advogado do empresário Jorge Pires, dono da Concremax, uma das construtoras que integram o Consórcio Cuiabano grupo vencedor de licitações do PAC apontado como articulador das negociações fraudulentas com construtoras de outros pontos do país e com membros da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap). No pedido de relaxamento de Pires, a argumentação se centrava no fato de que, com o bloqueio de pagamento de recursos às construtoras investigadas decretado pela Justiça Federal, não haveria como causar qualquer prejuízo aos cofres públicos. A prisão se dava, em tese, por essa preocupação. Mas agora, é uma questão de lógica, já que os pagamentos foram suspensos. Ao que parece, a manutenção da prisão é um mero capricho do juiz, ataca o advogado. (JS)