O senador Jayme Campos qualificou as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, como advertência para uma possível quebra de paradigma nas relações entre o Judiciário e Executivo. Em debate promovido pelo Grupo Estado, no início da semana, Gilmar Mendes acusou a Polícia Federal de agir com métodos fascistas na operação que desmontou quadrilha que fraudava licitações de obras públicas. Da tribuna do senado, Jayme Campos elogiou a atuação do ministro e frisou que suas afirmações foram apenas queixas contra o excesso praticado por policiais federais, inclusive com a exposição indevida da imagem dos presos. O presidente do STF foi enfático ao dizer que onde a polícia se transformou em poder, a democracia feneceu, afirmou o parlamentar. Jayme também manifestou a mesma opinião do ministro Gilmar Mendes sobre o uso indiscriminado das escutas telefônicas. Em seu discurso, destacou que o cidadão brasileiro vive assolado pelo medo e desconfiança, em virtude dos grampos abusivos. Para o democrata, a tecnologia deve ser um auxílio na busca pela liberdade do homem e não uma arma contra ele. Justamente por isso, faz muito sentido a proposta do presidente do STF de restringir as interceptações telefônicas, com maior controle legal deste instrumento legítimo de investigação, disse. Jayme Campos disse ainda que, assim como Gilmar Mendes, é também um defensor do estado de direito. Destacou que um dos principais ideais do seu partido, o Democratas, é respaldar o cidadão e torná-lo o único sentido para a organização institucional do Estado. O povo é o início e fim do sistema democrático, concluiu.