O aparente envolvimento de Pedro Henry com o empresário Zuleido Veras se soma ao histórico político do parlamentar mato-grossense. Henry teve o nome envolvido nos escândalos do Mensalão e Sanguessugas. Henry foi absolvido pelo plenário da Câmara no esquema do Mensalão e pelo Conselho de Ética da Casa quanto às denúncias envolvendo sua participação no caso Sanguessugas. No primeiro episódio, o parlamentar era acusado de integrar uma sofisticada organização, liderada pelo ex-ministro José Dirceu (PT). Conforme as suspeitas, Henry teria lugar cativo na fraude com a distribuição do mensalão a parlamentares de seu partido, o PP. Ele foi o quinto dos 19 deputados envolvidos inocentado no plenário da Câmara. Envolto logo após pelas denúncias da Máfia das Ambulâncias Sanguessugas Pedro Henry conquistou a vitória nas urnas no ano passado, tendo o nome referendado para exercer seu segundo mandato na Câmara Federal. A articulação de emendas é o pivô das denúncias que recaíram sobre o deputado no escândalo do caso Sanguessugas. À época, a suspeita contra Pedro Henry estava fundamentada nos depoimentos do empresário Luiz Antônio Vedoin à Justiça Federal e à CPI criada na Câmara. O dono da Planan, empresa instalada em Cuiabá e que fornecia ambulâncias a prefeituras de vários pontos do país, indicou a existência de um acordo para a proposição de emendas parlamentares. Outro fato que pesou sobre o deputado foi a doação de uma caminhonete Blazer, zero quilômetro, por Vedoin. O veículo seria utilizado na campanha de Henry em 2002. O parlamentar admitiu ter usado a caminhonete, mas defendeu que a entrega se limitou a um empréstimo restrito ao período eleitoral. O parlamentar também sustentou em sua defesa, à ocasião, que não existia qualquer registro de depósitos da Planan em sua conta corrente. (JS)