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Terça-feira, 15 de Abril de 2008, 22h:16

Governo aponta preconceito com setor produtivo

O governador Blairo Maggi acredita que a pressão exercida sobre a política ambiental e contra o próprio Estado de Mato Grosso é o reflexo direto do preconceito que recai sobre o setor produtivo. Maggi alerta que vários setores da sociedade brasileira, principalmente dos grandes centros urbanos, têm no imaginário social uma visão deturpada dos produtores rurais. “Há um preconceito muito grande contra Mato Grosso, a soja, o agricultor, o pessoal da pecuária. Mato Grosso vai ter que se declarar o primeiro perseguido ambiental do mundo. Não há a devida consciência da importância do setor agropecuário para o mundo”, desabafa o governador, que carrega o título de ‘Rei da Soja’ ante organizações ambientais. Segundo Maggi, a lida no campo e o papel do agronegócio no dia-a-dia das pessoas são praticamente um “mundo invisível” a uma parcela significativa da população. “A sociedade urbana, principalmente, não compreende que aquilo que ela compra no supermercado, até mesmo uma cerveja, é fruto daquilo que começa lá no campo”. Maggi declara que essa repulsa ao setor chega a assustar. Ele compara o panorama em Mato Grosso e no Brasil à vizinha Argentina. “A sociedade urbana da Argentina foi às ruas para defender o setor produtivo, enquanto as pessoas olham para a gente de maneira atravessada no Brasil. Os mesmos homens que foram exaltados por abrir espaços em Mato Grosso são considerados vilões atualmente”, reclama. Perguntado sobre como recebe as críticas lançadas por estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Maggi coloca os acadêmicos e ala de professores da instituição no mesmo rol de ‘preconceituosos’. “Universidade é feita para protestar. É um papel. Mas é preciso lembrar que os recursos que passam por ela para sustentar a estrutura vem em grande parte do setor produtivo”, alfineta. (JS)

Edição EDIÇÃO 16962




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