Composta por estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os governadores da região Amazônica reunidos ontem em Cuiabá, na segunda reunião do Fórum dos governadores, observaram as especificidades de cada Estado, apesar do contexto regional. Governador do maior Estado da região, Eduardo Braga (AM), apontou a necessidade de primeiramente buscar os pontos de convergências entre os estados da Amazônia. Em primeiro lugar é preciso reconhecer que a Amazônia é heterogênea, não é homogenia. É diferente o ecossistema de Mato Grosso è diferente do ecossistema do Amazonas e por sua vez é diferente de Roraima, exemplificou o chefe do Executivo. O governador do Acre, Binho Marques, também entende que cada tem um caminho diferente. Cada um está num estágio bem diferente e o Acre tem uma tradição e trajetória na defesa do Meio Ambiente. O governo do Acre está no terceiro mandato é e conhecido como o governo da floresta e a equipe que está no governo é a mesma que trabalhava com Chico Mendes, observou Marques, ao citar a questão do desenvolvimento sustentável. Então é difícil falar da Amazônia. A Amazônia é um mosaico e há diferentes situações, programas diferentes e esse encontro é importante para a construção do consenso que é fundamental para que a região possa ter um desenvolvimento integrado e sustentável, citou o governador do Acre. Sei que tem diferença de um Estado para outro, mas isso é uma questão que envolve a Amazônia e nós estamos trabalhando isso também e tem questões específicas de cada Estado, afirmou o governador do Amapá, Waldez Góes.