Após o anúncio oficial de que está confirmada sua ida ao PSDB, principal partido de oposição ao governo federal, o governador Pedro Taques afirma que não crê em retaliação pela presidente Dilma Rousseff (PT) pela oposição exercida no período em que exerceu o cargo de senador da República e tampouco pela sua avaliação divulgada recentemente pelo blog do jornalista Josias de Souza de que existem elementos suficientes para o impeachment da petista. O que fiz foi uma análise com base em um livro de autoria do vice-presidente da República, Michel Temer, que se chama elementos do Direito Constitucional. Ninguém pode ser punido por uma avaliação ou opinião. Na ocasião, Taques declarou que comparado ao que ocorre no país hoje com o que se passava no Brasil na época de Fernando Collor, percebemos que estamos diante de um quadro assustador. E ainda avaliou como constitucional o impeachment presidencial. A Constituição dá ao impeachment uma conformação política, atribuindo à Câmara o juízo de conveniência e oportunidade para abrir ou não o processo de impeachment. No momento, o TCU analisa as pedaladas fiscais e o TSE verifica as contas da campanha da presidente. Entendo que existe espaço para o impeachment, de acordo com artigo 85 da Constituição.. Em São Paulo, Geraldo Alckmin já se posicionou contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em Goiás, Marconi Perillo foi duramente criticado pela direção nacional após tecer elogios públicos a petista e defender uma forte parceria do Estado com a União por meio de uma harmonia política que implicasse em apoio da bancada federal do Estado a projetos estratégicos colocados em pauta no Congresso Nacional. A linha de neutralidade é adotada pelos governadores do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, Simão Jatene do Pará e Beto Richa do Paraná, sendo que este último está mergulhado em altíssimos índices de impopularidade. Questionado se acredita que a dificuldade do Estado em obter R$ 400 milhões do FEX (Fundo de Exportação) não é reflexo de sua linha oposicionista, Taques rebate e afirma que o espírito republicano deve prevalecer. Como governador de Mato Grosso não discrimino prefeitos eleitos pelo PT, PSD e PMDB que não me apoiaram na campanha. Tenho que respeitar o voto de cada município que decidiu elegê-los. Não acredito em discriminação da presidente da República.