Favorável à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o domínio dos mandatos, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, afirmou ser contra a fidelidade partidária. Na opinião do dirigente, há um equívoco entre interpretações que ligam a decisão do TSE e a fidelidade partidária. Sou a favor da medida e contra a fidelidade partidária. Quem disse que a questão do mandato tem a ver com fidelidade? Estão querendo confundir esse conceito para conseguir uma aprovação mais rápida no Supremo Tribunal Federal, disse. Freire defendeu sua concepção de política partidária ao afirmar que militantes do partido têm o direito de discordar das decisões internas da legenda. Não tem que obrigar ninguém a votar no que não quer. Por exemplo: o PPS é a favor da descriminalização do aborto. Se alguém no partido for contra, vamos respeitar. A fidelidade é para obrigar a seguir o que a direção determina e não é esse o perfil do PPS, comentou. Segundo Freire, a manutenção no Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão do TSE sobre a titularidade dos mandatos demonstrará a abertura da Reforma Política. (SF)