A ex-senadora Serys Slhessarenko não será expulsa por enquanto do Partido dos Trabalhadores (PT). O motivo é o cargo que assumiu como assessora especial da Casa Civil do governo federal. O deputado estadual Ademir Brunetto destacou que a proximidade de Serys com o atual ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, fez com que ela conseguisse o cargo. Ela e Palocci foram membros da Comissão de Meio Ambiente anteriormente, o que garantiu a proximidade. Enquanto a cúpula do PT no âmbito estadual discutia a expulsão da ex-parlamentar por infidelidade partidária, ela afirmava que estava viajando principalmente ao estado do Rio de Janeiro para discutir sobre a organização do evento de meio ambiente Rio+20, projeto que tem como objetivo discutir a questão climática em um encontro realizado no país. O pedido de expulsão foi interposto pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Júlio Cesar Viana, e pela petista Maria Zaniratto, por não apoio ao candidato ao Senado, Carlos Abicalil. PREFEITURA Bruneto também falou sobre a participação do partido na eleição do próximo ano. Ele afirmou ser favorável ao PT disputar o Executivo cuiabano, independentemente de quem seja o candidato, desde que tenha o aval da legenda. Até o momento, o vereador Lúdio Cabral foi o único a se posicionar como futuro candidato ao cargo. Cabral está no mesmo grupo de Serys acusado de infidelidade partidária e com pedido de expulsão. Ele já fez a sua defesa.