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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 22h:24

Ex-diretor acusou autoridades

O ex-diretor do Intermat, Carlos Barros, também acusou o ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR) e o ex-secretário do Meio Ambiente Luiz Henrique Daldegan de conhecerem a irregularidade e não tomarem providências. O presidente da CPI, deputado Percival Muniz (PPS), comentou que poderia incluir o senador para depor na comissão devido à denúncia. Segundo Barros, o então ouvidor Gilson Duarte comunicou pessoalmente, em uma reunião, o ex-governador sobre o caso e nada foi feito. “Todas as autoridades tinha conhecimento desse processo criminoso”. A assessoria do ex-governador e do ex-secretário informou que Blairo Maggi não tem conhecimento sobre a oitiva da tarde de ontem e que ele não tem nada a esconder. Já em relação a Daldegan, ele está em Brasília e poderia ser acionado hoje. As declarações dele são algumas de várias que os membros da CPI estão aguardando nas próximas oitivas. Além de Barros, os parlamentares ouviram também o secretário do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), José Valter Ribeiro, e o presidente do Sindicato de Construção, Geração e Transmissão de Energia (Sincremat), atual Sindenergia, Fábio Garcia. Ribeiro explicou que o prazo legal para a avaliação do conselheiro do Consema para vista de processo é de dez dias, que pode ser prorrogado para até 20 dias. Ele destacou também que nenhum processo está paralisado na entidade e que, desde assumiu o cargo, o único processo que foi aprovado em regime de urgência foi um relacionado à Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa). Garcia, ouvido em seguida, destacou que, por ano, Mato Grosso produz muito mais energia que consome, tendo uma “sobra” de 15 milhões de megawatt (MW) hora por ano. Ele lembrou que, apesar dessa fatia, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não fica em Mato Grosso, mas no Estado comprador, já que é o consumidor local quem paga o imposto na conta. (FD)

Edição EDIÇÃO 16962




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