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Segunda-feira, 05 de Maio de 2008, 21h:55
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Estado busca saída para reverter crise ambiental
O governador Blairo Maggi (PR) discute junto a publicitários, advogados e especialistas na área ambiental uma saída institucional à crise que assola a imagem do Estado e de sua política ambiental perante a imprensa e organismos não governamentais (Ongs). O assunto foi discutido ontem, tendo entre os participantes o publicitário Nelson Biondi, um dos profissionais mais renomados do país. A reunião de ontem, realizada durante a tarde, contou com a presença de Biondi, do advogado e especialista em direito ambiental Ludovino Lopes, do astrofísico e especialista em alterações climáticas Luiz Gylvan Meira Filho, e do secretário em exercício de Meio Ambiente, Salatiel Araújo. Na saída, poucas palavras sobre os encaminhamentos do encontro. O discurso é limitado à tese de que é possível reverter a pressão que recai hoje sobre Mato Grosso quando o assunto em pauta é a questão ambiental. A expressão gerenciamento de crise, porém, é evitada. Segundo Biondi, é plenamente possível comprovar que os dados de desmatamento apurados por Mato Grosso e confrontados junto ao Ministério do Meio Ambiente são corretos. A fórmula, contudo, é mantida sob sigilo. Temos várias idéias em discussão, resume. Uma nova reunião entre o grupo de profissionais e o governador ocorrerá nos próximos dias, cuja data não foi revelada. Ainda este mês, membros do governo do Estado e de órgãos do governo federal discutirão o abismo entre os índices de desmatamento ostentados pelo Ministério do Meio Ambiente e a Sema, na esfera estadual. Em declarações públicas, o governador tem sustentado que dos números indicados pelo ministério, apenas 10% são comprovados por relatórios da Sema. No discurso entoado pelo governador nas últimas semanas, a celeuma sobre os números não envolveria apenas uma questão técnica, de normas e métodos. Ele tem reclamado sistematicamente sobre o que intitula de um verdadeiro preconceito contra Mato Grosso e o setor produtivo. Segundo Maggi, a sociedade urbana, em sua maior parcela, não reconhece a importância do segmento e Estado ao país e ao mundo. (JS)