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Quinta-feira, 06 de Setembro de 2012, 20h:49
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LOGÍSTICA
EPL irá fiscalizar obras em MT
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
A recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL) irá analisar a situação das principais obras em andamento em Mato Grosso. O coordenador da bancada do Centro-oeste, deputado federal Wellington Fagundes (PR), se reuniu esta semana com o presidente da empresa, Bernardo Figueiredo, para elencar as prioridades do Estado e pedir atenção para com Mato Grosso, uma vez que muitos dos projetos estão atrasados. A prioridade em Mato Grosso é a conclusão das obras de duplicação das BRs 163/364, entre Rosário Oeste e Rondonópolis. Alguns trechos já estão finalizados e o restante encontra-se em fase de estudo. A participação da EPL pode agilizar este processo. A EPL foi criada no mês passado pela presidente Dilma Rousseff (PT). A empresa tem o intuito de estruturar projetos rodoviários do governo federal. O senador José Aparecido dos Santos (PR), o Cidinho, também cobrou maior agilidade do governo federal para com as obras das BRs 163/364. De acordo com ele, as rodovias já têm oito trechos de duplicação licitados entre a cidade de Rondonópolis e Posto Gil, no médio norte. Tive oportunidade de viajar de carro pelo trecho das BRs 163/364, de Cuiabá até a cidade de Pedra Preta, passando por Rondonópolis e Juscimeira, e, por isso quero manifestar a minha preocupação quanto à questão da estrutura dessa rodovia, já que demoramos cinco horas para percorrer um trecho de aproximadamente 250 quilômetros, trecho este com um grande volume de caminhões, o que torna a viagem ainda mais perigosa, disse o republicano na tribuna do Senado. A presidente Dilma anunciou em junho passado a concessão das rodovias em questão. A duplicação será feita em 400 quilômetros entre Rondonópolis e Posto Gil. Em alguns trechos, as obras já começaram, como, por exemplo, nas travessias urbanas de Rondonópolis e Jaciara, e entre o Posto Gil e Rosário Oeste, com 44 quilômetros de extensão. Isso é um alívio, sim, mas são situações a que precisamos estar atentos para que ocorram na maior brevidade de tempo possível. Para se ter uma ideia, no trecho de Rondonópolis a Cuiabá, a Serra de São Vicente - que foi duplicado agora - demorou dez anos para ser concluído. Se demorarmos mais dez para conseguirmos duplicar o outro trecho restante, de Rondonópolis até Jaciara, depois, Serra de São Vicente, que são praticamente só 20 quilômetros, levaremos décadas para cumprir esses 400 quilômetros previstos, ressaltou Cidinho.