Faltando menos de um ano para as eleições, o analista político Louremberg Alves aponta que a divisão do grupo que está no governo em duas chapas majoritárias seria a melhor saída para disputar contra o senador Pedro Taques (PDT) ao Palácio Paiaguás. O juiz federal Julier Sebastião da Silva, neste caso, seria o grande trunfo para conter o pedetista, tendo em vista que ele e Taques devem dividir o mesmo eleitorado. Um terceiro nome poderia alguém do agronegócio: tanto Eraí Maggi (PP) quanto Maurício Tonhá, o Maurição (PR), para o analista. Enquanto os dois primeiros brigam pelo mesmo eleitorado, o outro corre por fora, diz. Louremberg acredita que este seria um cenário com candidatos fortes e capazes de fazer um bom debate sobre o Estado. Apesar disso, acredita que será difícil de se concretizar, uma vez que duas candidaturas governistas poderiam contrariar interesses de caciques do grupo. Outro fato que chama a atenção do analista é o dos principais nomes apontados até agora não serem ligados à política. Para ele, isso mostra um enfraquecimento interno dos partidos, o que culminou em uma apatia da população pelas siglas e suas lideranças. O que também dever ser determinante para o pleito do próximo ano é a entrada do governador Silval Barbosa (PMDB). Se ele disputar o Senado, o PSD passa a comandar a máquina pública, o que pode fazer com que o partido tenha uma maior visibilidade. Consequentemente daria ao vice-governador Chico Daltro (PSD) o poder de decidir se disputa ou não a reeleição. O analista também aponta como duas forças políticas que precisam ser levadas em conta o senador Blairo Maggi (PR) e o deputado José Riva (PSD), por terem um bom eleitorado. Sobre as legendas em si, ele diz que PMDB e PT ficaram reféns de Julier porque não buscaram fazer novas lideranças. Já o PR vai ter que matar uma ou mesmo as duas candidaturas (Senado com Wellington Fagundes e governo com Maurição) por conta de uma aliança. Outra questão abordada por Louremberg é a filiação de Eraí ao PP. Ele dava a entender que seria candidato. Agora, acompanhamos que não se encontra mais com lideranças. Dá a entender que pode ter havido um recuo da parte dele. OPOSIÇÃO O analista acredita também que a oposição ainda não está alinhada. Segundo ele, o problema pode ser o fato de o DEM e o PTB terem candidatos ao Senado. No caso, as chapas a serem formadas por estas legendas teriam que escolher entre Serys Slhessarenko e o senador Jayme Campos (DEM). Isso, no entanto, pode trazer alguns prejuízos ao grupo, na visão de Louremberg.