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Sábado, 29 de Novembro de 2008, 12h:42
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LUTO
Desembargador do TRT morre aos 38 anos de infarto
O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Mato Grosso, Luís Ricardo Alcântara, morreu na noite de sexta-feira, em Cuiabá, vítima de ataque cardíaco. Há dois anos, Alcântara, que tinha 38 anos, ingressou no TRT na vaga do Quinto Constitucional destinada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso. Conforme a assessoria de imprensa da OAB, ele foi velado ontem na capela Jardins, em Cuiabá. Antes do início do velório, ele foi submetido a autopsia para detectar o motivo da morte, até pela idade, considerada baixa. Ele era um dos mais jovens desembargadores do Judiciário Trabalhista. Advogado com militância na cidade de Sorriso, Luís Alcântara tomou posse na vaga de desembargador no dia 18 de janeiro do ano passado. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina, foi relator do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem no Estado, tendo exercido, também na entidade de classe, as funções de membro da Comissão Permanente de Cidadania e Direitos Humanos, da Comissão de Ética e Prerrogativa, da Comissão de Eventos Sociais e Culturais e 2º tesoureiro, informou a assessoria de imprensa. Embora curta, teve uma carreira marcante na advocacia de Mato Grosso, afirmou o presidente da OAB, Francisco Faiad, ao comentar a perda. A entidade também decretou luto oficial. Alcântara foi ainda integrante da comissão que participou do projeto de criação da primeira vara itinerante do trabalho, instalada em Sorriso, e da comissão para início e conclusão das obras da Vara do Trabalho de Sorriso, em parceria com o Poder Público municipal. Ele também participou da comissão de acompanhamento do projeto de reforma do Poder Judiciário Estadual na Comarca de Sorriso, implementação de recursos lógicos e CPD. Atualmente, além das atividades de desembargador do TRT-23, Alcântara ocupava a função de diretor-geral da Escola Judicial do TRT de Mato Grosso (Ejud), para o biênio 2008-2009. Segundo o presidente da OAB, a morte prematura de Luiz Alcântara é lastimável. O desembargador vinha desempenhando um grande papel na defesa dos interesses da advocacia junto ao Tribunal, exercendo com desempenho satisfatório a missão do quinto constitucional. É uma perda que nos deixa absolutamente tristes. Ainda mais se levando em consideração a sua idade, o futuro brilhante, a carreira que tinha pela frente, disse. (Com assessoria)