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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013, 20h:01

SECRETÁRIO DE SAÚDE

Deputados voltam a discutir exoneração

Denúncia de suposto desvio de verba federal fez mais parlamentares aderirem às críticas encabeçadas pelo PP contra a gestão de Mauri Rodrigues

PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
A bancada do PP na Assembleia Legislativa deve ganhar “reforços” na empreitada pela exoneração do secretário de Estado de Saúde, Mauri Rodrigues (PP). Os parlamentares devem debater ainda nesta semana o assunto diante da denúncia do deputado federal Pedro Henry (PP) de que o gestor estaria desviando recursos federais destinados a um hospital de Sinop. A afirmação é do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), que tem base eleitoral no município. O democrata afirma ter se reunido na última semana com o congressista para se inteirar do assunto. Deixou o encontro fazendo parte do grupo que defende a saída de Mauri. Henry, que comandou a secretaria de Saúde no início do governo Silval Barbosa (PMDB), afirmou em entrevista ao Diário, no último dia 4, que Mauri estaria desviando cerca de R$ 3 milhões, segundo ele, encaminhados mensalmente pelo Ministério da Saúde para implantação de um hospital em Sinop. Conforme o deputado, a unidade estava pronta, mas sem equipamentos, há pelo menos 10 anos. Durante o período em que ele esteve à frente da Pasta de Saúde estadual e Mauri da municipal, ambos teriam trabalhado juntos para inaugurar o hospital. O progressista afirma, no entanto, que desde seu afastamento do governo do Estado, a unidade continua apenas com o pronto-atendimento funcionando, quando o Ministério da Saúde já encaminha verba suficiente para manter todos os leitos abertos. “Acho isso uma vergonha. O Mauri saiu da secretaria em Sinop e, para mim, deve sair da secretaria do Estado também. Ele não atende ninguém e é arrogante”, criticou Dilmar. A descoberta do suposto desvio, inclusive, teria sido um dos motivos que levaram o PP a pedir o afastamento de Mauri da secretaria, segundo Henry. O pedido, no entanto, não foi atendido pelo governador Silval Barbosa (PMDB). À época, os progressistas argumentavam apenas que Mauri não estaria atendendo as necessidades do setor, o que fez com que o chefe do Executivo rebatesse as afirmações pontuando que o secretário havia sido nomeado há apenas três meses. A acusação pública feita por Henry, no entanto, pode dificultar ainda mais a vida de Mauri que, desde que assumiu, enfrenta um escândalo atrás do outro. Além de ter “herdado” de seu antecessor o atraso nos repasses para os municípios, problema que teve que resolver, foi durante sua gestão que centenas de medicamentos de alto custo venceram nas dependências da secretaria sem serem distribuídos aos pacientes. O caso mais emblemático, no entanto, foi sua afirmação de que o Estado não tem controle sobre os gastos com as organizações sociais de saúde (OSSs). O próprio Silval disse ter estranhado a declaração. Apesar disso, amenizou, dizendo apenas ter colocado o secretário em contato com os números. OUTRO LADO - Por meio da assessoria de imprensa, Mauri Rodrigues afirmou que não vai se pronunciar sobre as denúncias de Henry.

Edição EDIÇÃO 16967




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