Na sessão de ontem à tarde, parlamentares voltaram a pedir a saída de Márcia Vandoni da presidência da Ager
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
Deputados estaduais pediram a retirada de Márcia Vandoni da presidência da Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados (Ager). Na sessão de ontem à tarde, os parlamentares criticaram a presidente, a chamando até de incompetente. O governador do Estado Silval Barbosa (PMDB) optou por não derrubar o veto da Assembleia quanto a uma emenda que trata das licitações das linhas intermunicipais. Puxando o coro, o deputado Dilmar DalBosco (DEM) utilizou a bancada para afirmar que Márcia coloca padrinhos e apadrinhados dentro da Ager. A crítica surgiu após supostas declarações de Márcia, apontando que os parlamentares teriam interesse pessoal nas licitações. Eu não conheço essa mulher, eu não sou governador de Mato Grosso. Eu defendi esse governo, assim como outros deputados aqui. Quem tem interesse é ela. O democrata ainda a chamou de desequilibrada. Eu tive 22 mil votos para estar aqui, quem me colocou foi o povo, concluiu. O deputado Sérgio Ricardo (PR) tentou inicialmente colocar panos quentes nas críticas, dizendo que o caso estava encerrado e que esse era uma questão vencida, sendo perda de tempo ficar relembrando. Independentemente dos comentários vazios, a Assembleia Legislativa faz o seu trabalho. Solidarizando-se a Dilmar, o deputado Walter Rabello (PSD) disse que todas as discussões sobre as licitações foram feitas com a presença do líder do governo, Romoaldo Júnior (PMDB), que estava na presidência interina da sessão de ontem. Rabello foi mais além: se ela é insignificante, por que está ocupando um cargo tão relevante?. Rabello, assim como Dilmar, quer a saída dela. O democrata, inclusive, sugeriu assinar um requerimento para garantir a saída dela. Meu voto é para sair. Já o deputado Ezequiel Fonseca (PP) lembrou que não pode utilizar a imprensa para fazer críticas e que ela deveria respeitar a Casa de Leis. Com foi divulgado anteriormente, o governo do Estado pensou em recorrer do veto da Assembleia, mas retrocedeu devido a um possível atraso na abertura da licitação. O projeto do governo é para que uma empresa atuasse em cada mercado. A proposta do Palácio Paiaguás estava de acordo com os moldes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e tinha o respaldo do Ministério Público Estadual (MPE).