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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011, 21h:01

Deputado ganha respaldo de colegas da AL

A Assembleia Legislativa está dando todo o respaldo ao deputado Gilmar Fabris (PSD) no processo referente à emissão das cartas de crédito. Prova disso foi a presença do presidente da Casa de Leis, José Riva (PSD) e dos deputados Dilmar Dal’ Bosco (DEM), Sérgio Ricardo (PR) e Mauro Savi (PR), que ocupava a liderança do governo na Assembleia, durante a gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR), quando a emissão das cartas foi autorizada. Riva, aliás tem sido o maior defensor de seu companheiro de partido. Enquanto os demais deputados permaneceram quietos durante toda a coletiva, o social-democrata fez questão de manifestar seu apoio a Fabris. “O Gilmar tem esse estilo. É uma pessoa que não esconde nada. Achamos que era oportuna essa coletiva porque quando estourou todo esse problema ele foi o primeiro a sugerir criação de comissão”, disse. O parlamentar ratificou as observações feitas por Fabris de que os cálculos que apontaram o valor de R$ 1,28 bilhão a serem emitidos através de cartas de crédito estão corretos. “O que eu vejo é que todos os cálculos foram homologados. Se há uma divergência em relação aos cálculos, temos centenas de consultorias que podem refazê-los”, salientou. Mais uma vez, Riva sugeriu que o ex-governador Blairo Maggi (PR) e os então secretários de Estado de Administração e de Fazenda sejam convocados a prestar esclarecimentos sobre o caso. No entanto, o parlamentar deixou claro que não está acusando-os de nada. “Gilmar disse uma coisa certa: quem autoriza a emissão de cartas é o governo. O governo, na época, era comandado por Maggi. Ninguém está insinuando culpa de ninguém. Se quiserem esclarecer o caso chamem para a mesa o ex-governador, o secretário de Fazenda, de Administração e o procurador-geral do Estado. Acho que dessa forma conseguiremos esclarecer as dúvidas sem muito estardalhaço”, acrescentou. A Assembleia, inclusive, foi palco de muitas discussões sobre o processo envolvendo as cartas de crédito. Gilmar Fabris admitiu ter utilizado seu gabinete em diversas ocasiões para deliberar sobre o caso. Ressaltou, porém, se tratar de fato normal, já que acompanhava o processo na condição de deputado estadual. Para respaldar seus argumentos, ele apresentou cópia de decisão emitida no dia 2 de dezembro deste ano pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Pedro Sakamoto, na qual o magistrado indeferiu pedido de busca e apreensão a ser realizada no gabinete do parlamentar sob a alegação de que não há nos autos indícios de que o deputado utilizava de seu gabinete para eventual prática criminosa relacionada aos fatos que constituem objeto da investigação. (RN)

Edição EDIÇÃO 16967




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