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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007, 22h:23

Deputado diz que orientação do PP é para não assinar CPI

A julgar pelas suspeitas da Polícia Federal, os recursos articulados junto a Henry por Zuleido Veras se transformariam numa segunda etapa da obra junto à prefeitura de Sinop. Os R$ 62 milhões para a outra fase da construção se somariam aos R$ 46,7 milhões que envolvem a primeira fase, já licitada. Neste caso, chegaria a R$ 108,7 milhões. O prefeito de Sinop, Nilson Leitão, é suspeito de receber R$ 200 mil da Gautama, por intermédio do ex-secretário municipal, Jair Pessine, para favorecer a empreiteira na licitação. A construtora integra o Consórcio Xingu, que saiu vitorioso no processo licitatório. Tanto Leitão quanto Pessine negam a participação no esquema e o recebimento de propina. O projeto de construção de 40% da rede de esgoto local contaria com financiamento de R$ 38 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O protocolo com a prefeitura de Sinop seria assinado pelo agente financeiro no último dia 23, mas foi suspenso em função das investigações. Embora defenda a apuração das denúncias embutidas na Operação Navalha, Pedro Henry é um dos parlamentares que se recusa a aderir às assinaturas pela criação da CPI da Navalha no Congresso Nacional. “O PP orienta que os parlamentares não assinem. Sigo a orientação do partido”. O deputado reforça a defesa de que não está envolvido no esquema. “Sem dúvida as denúncias precisam ser investigadas, mas não é porque disseram meu nome em uma gravação ou conversa que tenho algum tipo de envolvimento. Não tenho nada a ver com isso”, argumenta. (JS)

Edição EDIÇÃO 16967




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