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Primeira Página
Quarta-feira, 01 de Julho de 2009, 20h:38

VAI-E-VEM DE PREFEITOS

Deputado critica decisões do TRE

ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
O deputado estadual e presidente da Executiva Regional do PPS de Mato Grosso, Percival Muniz, criticou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelas decisões controvertidas de liminares de cassar prefeitos e vereadores e depois retroceder. Na avaliação dele, o TRE funciona em ritmo de “samba de crioulo doido”. O socialista também citou, da tribuna da Assembleia ontem, a decisão do juiz Arimateia Neves, da 15ª Vara Criminal da Capital, que decretou a prisão do ex-presidente da Câmara, vereador Lutero Ponce (PMDB) e a revogou um dia depois. “Não estou afirmando que sou contra a prisão de ninguém. Mas, será que a Justiça tem motivos pra mandar prender alguém num dia e não tem mais esses motivos no dia seguinte?”, questionou o parlamentar, frisando que além da exposição do acusado e de sua família, esses fatos colaboram para o descrédito da Justiça mato-grossense. Percival também citou o caso do prefeito de Sinop, Juarez Costa (PMDB), que foi cassado pelo pleno do TRE na semana passada. No entanto, uma liminar do presidente do Tribunal, desembargador Evandro Stábile, garantiu a permanência do peemedebista no cargo. “Lá em Sinop, ninguém sabe quem é o prefeito. Num dia é um, no outro dia é outro. Quem chora num dia, ri no outro. E quem ri antes, chora agora. Isso é muito ruim”, disse o parlamentar, criticando o “troca-troca”. O socialista destacou que não é contra as decisões e punições da Justiça pela prática de crimes eleitorais. No entanto, ele argumentou que as decisões divergentes dadas pelo mesmo magistrado atrapalham o processo. “É complicado um juiz dar uma decisão e o mesmo juiz voltar atrás um ou dois dias depois. Acho que as decisões do TRE deveriam ser tomadas com mais carinho”, disse Percival. O deputado também acrescentou que tais fatos fazem aumentar, ainda mais, o descrédito da classe política perante a sociedade. “A classe política, que já está desmoralizada, fica ainda mais com esse tipo de situação. Isso é complicado”, conclui o parlamentar.

Edição EDIÇÃO 16967




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