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Quarta-feira, 03 de Junho de 2009, 20h:24

CASO DOMINGOS SÁVIO

Depoimentos foram marcados por contradições

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
Os depoimentos de ontem das testemunhas do episódio que envolve os vereadores Ralf Leite (PRTB) e Domingos Sávio (PMDB) no suposto abandono a manicure Maria José Aparecida no lago do Manso foram marcados por contradições. O assessor parlamentar de Ralf Leite, Augusto Cesar Senff, disse na Delegacia da Polícia Civil de Chapada dos Guimarães que o vereador Domingos Sávio dirigiu a lancha embriagado. “Ele [Domingos Sávio] não tinha intenção de matar todos que estavam por lá, mas acredito que foi imprudente porque havia ingerido muita bebida alcoólica”. Na versão de Augusto Senff, quando a água passou a ficar mais agitada o grupo começou a se dispersar, o que levou a manicure Maria José Aparecida a entrar em desespero. Declarou também que antes de Domingos Sávio voltar ao lago e resgatar Maria José, ele teria passado por três vezes na ponta do lago sem avistá-los. Ao sair para comprar cerveja, Domingos Sávio teria levado quase duas horas para retornar. Sennf afirma que nenhum dos parlamentares teria dito que nada aconteceria por conta do cargo político que ocupam, diante da possibilidade de ocorrer uma tragédia. Armação – Já Mauro Freitas Guimarães, também presente no lago do Manso, acredita que o episódio é uma armação política para prejudicar o vereador Domingos Sávio. O peemedebista é o relator do processo que pode custar o mandato de Ralf Leite por quebra de decoro parlamentar. Leite se envolveu sexualmente com um travesti menor de idade em plena via pública no dia 6 de fevereiro o que levou-o a prisão. Mauro Freitas afirma que Domingos Sávio levou a manicure Maria José Aparecida para casa e naquele momento não foi apresentado nenhum sintoma de síndrome do pânico. Ao sair para comprar mais cerveja, Domingos Sávio teria levado o tempo de 40 minutos para retornar e não aproximadamente duas horas. “O tempo mudou muito naquele dia por força da natureza e dificultou encontrar aquele pessoal”, declarou. Antes de deslocar do Lago do Manso, o parlamentar teria insistido para o grupo acompanhá-lo, mas foi rejeitado. Freitas alega também que em nenhum momento Maria José Aparecida disse que não sabia nadar.

Edição EDIÇÃO 16962




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