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Sábado, 12 de Junho de 2010, 15h:34

Depoimentos coincidem em vários pontos

As declarações de Max Weyzer Mendonça coincidem, em sua grande maioria, com as da dona-de-casa Ivone Reis de Siqueira. Segundo ela, a advogada Célia Cury, que “era muito próxima de Ivone”, comentava que ações distribuídas por seu esposo, José Tadeu Cury, teriam como ser negociadas. “(...), porém ouviu também dizer quem redigia as sentenças negociadas era na verdade o assessor Jarbas que era muito ligado a Célia”, consta no depoimento de Max. Jarbas Rodrigues do Nascimento, ex-assessor de José Tadeu Cury no Tribunal de Justiça, chegou a ser preso na Operação Asafe e também é investigado no caso. Além de venda de sentenças, a Polícia Federal investiga envolvimento dos acusados em tentativa de desvio ilegal de altos valores depositados em contas de pessoas possivelmente mortas. Em seu depoimento, Max Weyzer admite que Ivone teria comentado sobre uma conta corrente com saldo de cerca de R$ 38 milhões, sem movimentação há dez anos. Entretanto, ele afirmou que não aceitou a proposta de entrar com uma ação de inventário. Revela também que ela o procurou pedindo ajuda para conseguir duas contas no exterior para depositar certa quantia que depois seria trazida para o país. Ele informou que passou as contas para Ivone, porém, nunca mais teria recebido resposta para saber se foram usadas. Durante toda a semana, a reportagem não conseguiu contado com os magistrados citados nas investigações do STJ. A advogada Célia Cury e o advogado de Ivone Reis Siqueira, Murilo Costa Mello, disseram que devem se manifestar nesta semana. (JC)

Edição EDIÇÃO 16962




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