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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012, 21h:07

Demora do PSB reacende nome de Fares na disputa por prefeitura

RENATA NEVES
Da Reportagem
O médico Kamil Fares assume a presidência do diretório municipal do PDT na próxima sexta-feira (4) e pode ser o candidato do partido à prefeitura de Cuiabá. Embora o PDT tenha firmado compromisso em apoiar a candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB), pré-candidatos a vereador fazem pressão para que a sigla lance candidatura própria diante da indecisão do socialista. Desde que se filiou à sigla, em setembro do ano passado, Fares é cotado como opção para a disputa. Seu nome foi abafado pelas fortes expectativas dos partidos que compõem o “Movimento Mato Grosso Muito Mais” de ter Mendes como “cabeça de chapa”, mas retorna às discussões após os sucessivos adiamentos do empresário em anunciar se será ou não candidato a prefeito da Capital. Presidente do diretório estadual do PDT, o deputado estadual Zeca Viana disse que o assunto será debatido internamente pelo partido em reunião que ocorrerá após a cerimônia de posse de Kamil Fares, que será realizada às 19h30, no auditório do colégio Presidente Médici. O novo presidente substituirá o vereador Adevair Cabral, que disputará a reeleição. “Estamos aguardando o anúncio do Mauro, mas ele ainda não se definiu por problemas pessoais. Sendo assim, é possível lançarmos candidatura própria na Capital. Estamos preocupados em ocupar o espaço e contamos com bons nomes nos quadros do partido para enfrentar a disputa”, declarou Viana. O parlamentar ressalta, porém, que o compromisso do partido com o empresário está mantido e que, se ele decidir que será candidato, terá o apoio do PDT. Maior liderança da sigla, o vice-presidente do diretório estadual, senador Pedro Taques, se refere a Mendes como “um amigo leal”, mas pondera que o partido não pode esperar muito tempo a decisão do empresário. Afirma ainda que a decisão será tomada pelos membros do partido e garante que não irá impor nenhuma determinação. “Confiamos nele [Mendes], mas o PDT tem vida orgânica própria. Não podemos amarrar o PDT em detrimento dele. O PDT não pode parar”, pondera. Embora Taques não admita, nos bastidores comenta-se que a indecisão de Mendes tem estremecido a relação entre ambos. Um dos temores do senador seria que o empresário dispute candidatura a prefeito e depois deixe o cargo, em caso de vitória, para lançar candidatura ao governo do Estado em 2014. Além da tentativa ser arriscada, uma vez que a população já demonstrou não aprovar a atitude, praticada em 2010 pelo ex-prefeito Wilson Santos (PSDB), poderia comprometer eventual projeto de Taques ao governo do Estado. O senador, no entanto, garante que cumprirá seu mandato até o fim.

Edição EDIÇÃO 16962




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