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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012, 22h:49
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VAGA
DEM não cede para Fabris, diz Dilceu
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O presidente regional do DEM, Dilceu DalBosco, acredita que nenhum deputado do partido não irá se licenciar para ceder a vaga ao primeiro-suplente Gilmar Fabris (PSD), que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e agora tenta suspender a decisão por meio de ação cautelar. Segundo Dilceu, se o deputado Dilmar DalBosco ceder a vaga, a sigla fica sem nenhum representante no Legislativo. Se ele sair, vamos ficar sem representatividade nenhum e ainda não vamos ser contemplados em nada. No entanto, ele afirma que a Executiva regional deva se reunir hoje (19) para discutir o assunto. Dilmar, por sua vez, questiona o retorno de Fabris. Os deputados saíram do nosso partido sem comunicar ninguém e a gente ainda cede a vaga? É complicado isso. Os democratas elegeram dois deputados estaduais nas eleições de 2010, sendo eles Dilmar e o José Domingos Fraga, que migrou para o PSD pouco tempo depois para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf). Desta forma, Fabris, como primeiro suplente, ocupou o lugar de Fraga. No final do ano passado, Fraga e Fabris resolveram ir para o PSD, que tem como secretário-geral o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva. Na época, os democratas ficaram ressentidos, pois, segundo eles, os parlamentares saíram da sigla sem comunicar. Posteriormente, Fraga foi obrigado a entregar seu cargo, já que a cúpula do PSD tomou a decisão de colocar os cargos à disposição do governador Silval Barbosa (PMDB). Desta forma, desde que saiu oficialmente da Sefraf, o parlamentar ensaia retomar seu cargo no Legislativo. Caso isso aconteça, Gilmar perde a vaga na Casa. Gilmar Fabris teve o mandato cassado por 4 votos a 2 em decisão proferida pelo TRE no dia 3 de abril, sob a acusação de prática de arrecadação e gastos ilícitos de recursos durante a campanha eleitoral de 2010. Entretanto, a defesa do suplente de deputado interpôs na última terça-feira (17) uma ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para empregar efeito suspensivo ao recurso ordinário interposto no TRE e, assim, garantir a permanência do parlamentar na Assembleia Legislativa até que o mérito seja julgado. Além disso, os advogados de Fabris também interpuseram recurso no TRE, que será encaminhado ao TSE, pedindo a anulação da cassação do mandato.