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Terça-feira, 09 de Junho de 2009, 20h:23

Delegado reabre investigação contra o vereador Domingos

ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
O vereador Domingos Sávio (PMDB) deverá assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) junto à Delegacia de Chapada dos Guimarães. Com isso, o caso deve transcorrer no Juizado Especial Criminal da cidade. O delegado João Bosco Ribeiro reabriu o caso, depois que o advogado de defesa da manicure Maria José Aparecida protocolou documentos e laudos médicos que comprovam que ela sofreu danos psicológicos após ser “abandonada” no lago de Manso, em janeiro do passado, enquanto o vereador comprava cerveja durante um passeio. O Ministério Público Estadual (MPE) ainda deverá se posicionar se o caso exige ou não a abertura de um inquérito policial. O advogado Fábio Alves sustenta que há indícios de que Domingos Sávio estaria pilotando a lancha embriagado. Em fotos do passeio divulgadas pela imprensa local, o parlamentar aparece pilotando a lancha segurando uma lata, que seria de cerveja. Além disso, o defensor também pediu que a Marinha emita um parecer, onde deve indicar se o peemedebista tinha ou não habilitação para pilotar a embarcação. Além da embriaguês, a intenção do advogado é verificar se Domingos tinha ou não condições de pilotar a lancha e identificar a tempestade ocorrida no dia do passeio. A intempérie climática teria contribuído para o trauma psicológico da manicure. O caso tomou proporções ainda maiores, por conta da relação de rusga política entre os dois vereadores. A possibilidade de que tudo não passe de uma armação política veio à tona depois do depoimento da testemunha Mayara Nascimento. Ela afirmou que o vereador Ralf Leite teria custeado um conserto de uma moto do genro da manicure por R$ 600. O peemedebista é o relator do processo disciplinar que responde Ralf Leite por quebra de decoro, depois de ser preso pela Polícia Militar, acusado de praticar sexo com um travesti menor de idade. Em depoimento à Polícia, Ralf afirmou que não viu dolo na atitude do colega em demorar para retornar ao local onde a manicure estava acompanhada de outras seis pessoas. O presidente da Comissão de Ética, vereador Éverton Pop (PP), garante que não há provas suficientes da culpa do colega peemedebista para ser afastado da relatoria do caso Ralf. Durante a sessão da semana passada, Pop denunciou uma suposta armação para afastar Domingos da relatoria. Se isso acontecer, Pop afirmou que também deixa a presidência da Comissão de Ética. No entendimento dele, Ralf articula a troca do relator para que consiga ser absolvido.

Edição EDIÇÃO 16967




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