O vereador por Cuiabá João Emanuel (PSD) apresentou à Comissão de Ética da Câmara um novo vídeo em que a empresária Ruth Hércia Dutra o inocentaria da acusação de suposta grilagem de dois terrenos. A gravação foi entregue aos parlamentares que compõem a Comissão junto com a defesa do social-democrata sobre o processo interno em que ele é acusado de quebra de decoro parlamentar. Segundo a defesa de João Emanuel, o policial que forneceu os equipamentos para a gravação do vídeo em que o vereador aparece oferecendo vantagens em uma licitação da Câmara a Ruth em troca dos terrenos supostamente grilados, também teria feito uma outra filmagem poucas horas antes. Segundo o advogado Eduardo Mahon, neste vídeo é possível perceber claramente que o grupo que acusa João Emanuel tentou armar um flagrante para incriminá-lo. Mahon afirma que, em determinado momento da gravação, a empresária questiona qual teria sido o papel do vereador no esquema de agiotagem e falsificação de documentos. A resposta obtida, segundo o advogado, é a de que o social-democrata não teria participação. A defesa alega ainda que Ruth também teria dito que João Emanuel não teria o poder de praticar os atos dos quais é acusado. No entanto, ela teria sido convencida da necessidade de montar um flagrante contra ele. A defesa do social-democrata sustenta que este novo vídeo não é exatamente novo. Segundo ela, o Ministério Público, que conduz um inquérito sobre o caso, já teria tido acesso ao conteúdo das filmagens. Apesar disso, não teria usado o material porque ele não seria de seu interesse. O advogado afirma ter descoberto este novo vídeo depois de um estudo detalhado no material da investigação. A gravação já foi encaminhada aos vereadores da Comissão de Ética e à Justiça. João Emanuel também deve entregar uma cópia das imagens aos demais parlamentares. O social-democrata foi acusado pelo Ministério Público de oferecer a Ruth Hércia Dutra vantagens em uma licitação da Câmara para compensar a suposta grilagem de dois terrenos que pertenciam a ela e haviam sido dados, sem seu consentimento, a um agiota para quitar dívidas de campanha. A principal prova do MPE é um vídeo gravado pela própria empresária. Diante da acusação, a Câmara de Cuiabá instaurou um procedimento de investigação próprio na Comissão de Ética para avaliar se o social-democrata cometeu ou não quebra de decoro parlamentar. Ele pode perder o mandato se o entendimento do grupo for o mesmo do MPE.