A defensora-geral do Estado, Karol Rotini, notificou o governador Blairo Maggi (PR) para que a reconduza ao cargo a partir de 2009. Ela defende que o chefe do Executivo cometeu ato ilegal ao supostamente extrapolar a data de publicação do novo escolhido ao cargo. A notificação figura como uma investida ferrenha de Karol para garantir a recondução, após o governador manter sua prerrogativa de escolher entre um dos nomes da lista. O escolhido final ao cargo foi anunciado no dia 28 de novembro, com a publicação do nome de Djalma na edição do Diário Oficial do Estado que circulou no dia 1º. Karol foi a mais votada com cerca de 70 dos votos da categoria. Conforme a notificação expedida por Karol Rotini, a data de publicação extrapolou o prazo de 15 dias para o anúncio do novo defensor, contados a partir da data de notificação do resultado do processo de escolha interno. Contudo, um detalhe legal pode pesar, no revés, contra a defensora-geral. Fontes do Palácio Paiaguás apontam que ela teria quebrado o processo formal de comunicação, ao ter informado a vitória no processo interno diretamente à chefia de gabinete do governador e não por meio de documento junto ao protocolo da Casa Civil. Karol arrebanhou a maioria interna no processo de eleição interna na Defensoria do Estado, reunindo 81 votos contra 33 obtidos por Djalma. Contudo, é o chefe do Poder Executivo quem tem a palavra final no processo de sucessão, cabendo a ele a prerrogativa de chancelar ou não o nome indicado pela maioria. Atendendo a pressões políticas, a opção de Maggi foi pelo nome de Djalma, no momento em que suspeitas de irregularidades na gestão de Karol pesavam contra a imagem pública da defensora. De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, a notificação feita pela defensora-geral foi encaminhada à assessoria jurídica da Pasta. Previamente, a avaliação teria descartado uma decisão extemporânea por parte do governador. O membro do governo admite que a medida lançada por Karol causou surpresa. Esperávamos que ela fosse ciente do processo democrático. È uma luta inglória. Até mesmo pelo bem da instituição, ela deveria é ajudar o Djalma a partir de agora, posiciona o secretário. Contrariando resultado de eleição interna na Defensoria, Maggi chancelou o nome de Djalma Sabo Mendes para o cargo.