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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013, 20h:30
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MENSALÃO
De férias, Henry está pronto para a Câmara
Em uma das poucas entrevistas desde a condenação, parlamentar mato-grossense disse que retornará às atividades no Congresso já no dia 4 de fevereiro
LAURA NABUCO
Da Reportagem
Condenado a 7 anos e 2 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do Mensalão, o deputado federal Pedro Henry (PP) está pronto para voltar à Câmara dos Deputados a partir do próximo dia 4, quando as atividades no Congresso Nacional serão retomadas após o recesso de final de ano. Afirmando estar de férias, o parlamentar diz estar aproveitando o momento para se dedicar a questões pessoais. Mesmo assim, não perde de vista a data de retorno à ativa. Continuo presidente do partido, mas estou afastado de tudo isso. Até o dia 4, destacou o progressista. Henry e outros três parlamentares envolvidos no Mensalão já tiveram os mandatos cassados pelo STF em dezembro do ano passado. O presidente da Câmara, deputado federal Marco Maia (PT/RS), no entanto vinha afirmando que a Câmara poderia não cumprir a decisão, o que despertou um debate entre as instituições. Mesmo diante da indefinição, o advogado de Henry, José Antônio Duarte Alvarez, considera como certo o retorno do progressista ao Congresso no mês que vem. Segundo ele, a definição sobre a perda ou não do cargo só será tomada quando o processo tiver transitado em julgado, ou seja, estiver com todos os recursos apreciados. E serão muitos recursos, adianta. No caso de Henry, Alvarez diz que poderá trabalhar tanto para tentar modificar a condenação quanto para reduzir a pena, que deve ser cumprida em regime semi-aberto - quando é permitido ao condenado deixar a prisão durante o dia para trabalhar. Ele pondera, no entanto, que a estratégia só será definida quando o acórdão da decisão do STF for publicado. Antes disso, é prematuro fazer qualquer comentário. Mesmo que a sentença se mantenha, os prejuízos ao presidente do PP em Mato Grosso podem ser apenas financeiros, já que ele também foi condenado a pagar uma multa de R$ 932 mil. Isso porque o regime semi-aberto no Estado é deficitário. Faltam vagas em instituições adequadas para que os detentos passem a noite, como determina a lei. A maioria acaba cumprindo pena domiciliar, que também tem sido comprometida por falta de servidores para acompanhar a rotina dos presos. Henry foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. À época líder do PP na Câmara Federal, foi considerado fundamental para o esquema de distribuição de propina a parlamentares em troca de apoio político ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as votações que ocorriam no Congresso. Em seu voto, o ministro-relator do caso, Joaquim Barbosa, afirmou que Henry foi um dos responsáveis por solicitar recursos em troca de apoio. Recebeu R$ 2,9 milhões, dinheiro transferido pelo PT após a reorientação da bancada do partido promovida pelo deputado mato-grossense.