O custo por voto em Mato Grosso vem crescendo significativamente nos últimos pleitos. Atualmente, está estimado em R$ 7,71 para as eleições de 2014, o equivalente a um aumento de 64.39% em relação ao pleito 2010. Naquele ano, foram gastos pouco mais de R$ 9,8 milhões, cerca de R$ 4,69 por eleitor. O valor também serve como base para a realização de qualquer consulta pública que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) promova, ou seja, o plebiscito proposto pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) terá o mesmo valor, se colocado em prática. Além do aumento provocado pela inflação monetária, outro fator que o TRE leva em conta na hora de calcular o custo de uma eleição é o aumento de seções eleitorais em áreas de difícil acesso no interior do Estado. Esse aumento acontece porque o TRE é obrigado a abrir novas seções nas localidades com mais de 100 eleitores. Com isso, há um aumento nos gastos com logística e alimentação de pessoal que presta os serviços no dia do pleito. As eleições municipais que ocorreram no ano passado tiveram um custo total de R$ 11,5 milhões. Na ocasião foram gastos R$ 4,7 milhões com pessoal e R$ 6,8 milhões com custeio, a maior parte logística. Para o ano que vem a projeção é de que não se altere os valores de investimento em pessoal, no entanto, os custos com a logística devem chegar aos R$ 12,1 milhões - um aumento de 77% em relação ao pleito anterior. Mato Grosso vem mantendo a média de dois milhões de eleitores desde 2008, quando a eleição que custou R$ 8.159.146, menos da metade do que deve custar a próxima. O custo por eleitor daquela eleição municipal foi de R$ 4,10. (TA)