Primeira Página
Segunda-feira, 20 de Julho de 2009, 20h:57
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NOVO CAPÍTULO
Cúpula adia anúncio com foco em emplacar nome de consenso
SONIA FIORI
Da Reportagem
O Partido da República deverá encerrar a celeuma que se arrasta em torno da escolha de seu próximo presidente em reunião ampliada da executiva regional, marcada para a próxima segunda-feira. O atual dirigente estadual, Moisés Sachetti (PR), se reuniu no início da tarde de ontem, no Palácio Paiaguás, com o governador Blairo Maggi para discutir o assunto. A tendência é a de que o chefe do Executivo dê o esperado aval oficial ao nome do deputado federal Wellington Fagundes, já definido no PR como candidato ao Senado em 2010. Numa posição de resguardo, Moisés não menciona a preferência de Maggi. Segundo ele, seria antiético citar nomes neste momento. Entretanto, o dirigente partidário poderá selar a adesão ao nome de Wellington. Antes de se reunir com o governador, o deputado federal se reuniu com Moisés e com o secretário-geral do partido no Estado, Emanuel Pinheiro. As conversas tiveram continuidade entre Moisés e Wellington em discussão mais informal, realizada durante o almoço. No encontro, o deputado federal tentou convencer o presidente do PR a acatar a sugestão da bancada do partido na Assembleia Legislativa, que valida seu nome para a presidência do partido em Mato Grosso. A decisão da bancada gerou mal estar em membros da legenda ligados ao atual presidente. Moisés chegou a classificar a decisão dos deputados estaduais de impositiva, o que para ele seria sinônimo de falta de abertura de diálogo com as bases da sigla. Antes de sair de férias, no começo de julho, o governador foi comunicado da decisão da bancada por meio do líder do governo no Poder Legislativo, Mauro Savi (PR). Na oportunidade, o parlamentar afirmou à imprensa que o governador havia concordado com a decisão da bancada. Diante das informações, Moisés Sachetti revidou ao destacar que só em reunião da executiva da sigla, com a presença de Maggi, iria debater a questão. No entanto, no fim de semana passado o chefe do Executivo estadual demonstrou simpatia ao nome de Wellington, para que assuma de vez a função de presidente da sigla no Estado. Wellington, que se mantém cauteloso ao comentar o assunto, disse que a reunião da executiva regional servirá para se chegar a um denominador comum. Outro ponto que entrará na pauta da reunião está ligado diretamente aos critérios impostos pela bancada republicana, que também valem para o cargo de secretário-geral. Para os deputados, os postos de presidente e de secretário-geral não podem ser ocupados por candidatos às eleições proporcionais, na prática, futuros concorrentes a cadeiras de deputado em 2010.