Três dos 11 representantes da bancada federal foram confirmados como membros da CPI do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Congresso Nacional. A senadora Serys Slhessarenko (PT) terá de reforçar seu discurso de defesa pelo movimento, já que o senador Gilberto Goellner (DEM) e o deputado federal Homero Pereira (PR) mantêm o duro posicionamento contra os sem-terra. Gilberto acentua entendimento de que a comissão deve realizar investigações profundas sobre recursos federais destinados ao movimento. Homero Pereira não poupa o MST de duras críticas. Na avaliação dele, muitos membros e até grupos do movimento tem realizado ações que podem ser interpretadas como criminosas. O parlamentar cita como exemplo situações como a invasão de propriedades e ainda o cerceamento a passagem em rodovias principalmente as federais. Serys prefere destacar que acredita que a CPI irá mostrar um cenário favorável para o movimento. É comum a parlamentar lembrar que o Congresso Nacional já realizou CPI sobre o MST e que nada foi comprovado contra o movimento. A escolha dos integrantes da CPI do MST ocorreu no final da noite da quarta-feira. A comissão será mista, ou seja, composta tanto por senadores como por deputados federais. Gilberto e Serys compõem o bloco do Senado de titulares da comissão. A Câmara contará com 12 titulares. No total, a CPI contará com 26 suplentes, entre senadores e deputados federais. As investigações só deverão começar efetivamente a partir do recesso do final de ano.