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Primeira Página
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014, 20h:41

CONTA ÚNICA

Concluída investigação de servidora

ALLINE MARQUES
Da Reportagem
Há quase dois meses a Procuradoria Geral do Estado (PGE) recebeu os relatórios dos processos administrativos disciplinares abertos contra os cinco servidores acusados de participar do esquema de desvio de R$ 16,4 milhões da Conta Única, mas ainda não emitiu parecer sobre o caso. O procurador geral, Jenz Prochnow, informou que não há um prazo para a manifestação do órgão. Vale ressaltar que a Operação Vespeiro foi deflagrada pela Delegacia Fazendária em maio de 2012 e os processos concluídos somente em julho deste ano, ou seja, dois anos e dois meses depois. Apesar de a Defaz ter indiciado 30 pessoas, no mês passado o Ministério Público Estadual (MPE) acatou a denúncia contra 15 acusados. A assessoria da Secretaria de Estado de Fazenda informou que a Corregedoria encaminhou todos os relatórios para a procuradoria com as recomendações referentes às punições dos servidores, mas não divulgou o conteúdo dos relatórios. Dos cinco acusados, somente Mauro Nakamura, que na época era superintendente de Gestão Financeira, ainda está trabalhando na pasta, porém, ocupando um cargo administrado, sem vínculo com o setor da Conta Única. A ex-coordenadora da Conta Única, Magda Mara Curvo Diniz, apontada como mentora do esquema, e a ex-secretária adjunta do Tesouro, estão afastadas do funcionalismo público e aguardam a decisão da PGE sobre o futuro profissional de ambas. Já Edson Rodrigo Ferreira Gomes e Glaucyo Fabian Oliveira Nascimento Ota, que trabalhavam no setor e eram terceirizados, foram demitidos pela empresa ainda na época da Operação Vespeiro. Porém, a Corregedoria encaminhou o processo administrativo de ambos para a PGE para que o órgão analise a conduta da empresa responsável pela contratação dos funcionários. O esquema consistia no desvio de pagamentos feitos pelo aplicativo BBPag a “laranjas” utilizando recursos diretos da Conta Única do Estado. A lista de beneficiários foi dividida em grupos liderados por Magda Curvo, irmão dela, Silvan Curvo, e a família Ferreira Gomes, composta pela servidora aposentada Albina Maria Auxiliadora Gomes, que chefiou o setor antes de Magda, o marido dela, o advogado Vicente Ferreira Gomes, além do filho Edson Ferreira Gomes. Para garantir a execução do crime no setor, os funcionários Glaucyo Ota, Antônio Ricardino e Paulo França também utilizaram laranjas para se beneficiar do esquema. Além do pagamento à pessoas físicas, a Delegacia Fazendária abriu outro inquérito, que corre em segredo de justiça, para apurar o pagamento realizado à pessoas jurídicas. Neste segundo esquema, o desvio seria de mais de R$ 100 milhões.

Edição EDIÇÃO 16966




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