Comissão pode decidir hoje sobre consulta à reitoria
SONIA FIORI
Da Reportagem
A polêmica que envolve o processo de eleição do próximo reitor da UFMT, conforme consulta realizada entre a comunidade universitária no dia 18 desse mês, poderá ter um desfecho final numa reunião programada pela comissão eleitoral para às 14h de hoje, na sede da Associação dos Docentes da instituição (Adufmat). O processo de discussão toma agora proporções ainda maiores com a interferência declarada dos integrantes da própria Adufmat e que ressoou entre o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Hoje, às 9 horas, serão realizadas simultaneamente assembléias na sede da Associação dos Docentes e pelo DCE. Diante de todo o imbróglio, os estudantes farão um debate sobre o cenário do processo eleitoral na universidade. O DCE promete ainda realizar uma vigília pela lisura do processo na Adufmat. Os professores também discutem a questão. O presidente da Adufmat, professor Alcides Teixeira, defende uma revisão do atual modelo de consulta para o cargo de reitor da instituição. Desde 1982 a universidade realiza a consulta como forma de democratizar o processo eleitoral. A presença de estudantes dentro do processo poderá acentuar a necessidade de a comissão eleitoral se posicionar, definitivamente, sobre o resultado final. Até a tarde de ontem a comissão ainda não havia recebido o parecer solicitado a OAB seccional de Mato Grosso sobre a correta fórmula de cálculo do processo eleitoral. Segundo um dos membros da comissão, professor Antônio Luiz do Nascimento, está sendo aguardada para hoje as informações requeridas ao Departamento de Matemática da UFMT. A expectativa da comissão é de que amanhã (hoje) à tarde consigamos uma posição final sobre o assunto. É o que todos esperam, mas precisamos observar a importância da lisura em todo o processo de consulta realizado entre a comunidade, ponderou. O impasse se arrasta na universidade por divergências sobre a fórmula do cálculo dos votos computados no pleito entre os principais adversários na disputa, professores Maria Lúcia Cavalli Neder e João Pedro Valente. O terceiro candidato, professor Domingos Tabajara, prefere manter cautela. Ela venceu a consulta. A divergência consiste na possibilidade de um segundo turno, como acredita Valente.