A comissão de ética do PT começa a ouvir hoje os integrantes dos partidos acusados de infidelidade partidária. Na lista estão a ex-senadora Serys Slhessarenko, a ex-deputada e secretária-adjunta de Direitos Humanos, Vera Araújo, e o vereador cuiabano Lúdio Cabral. Eles são acusados de infidelidade por não fazer campanha ao candidato a senador do partido nas eleições 2010, o então deputado federal Carlos Abicalil. A primeira a ser ouvida é Verinha. Ela levará duas testemunhas, militantes do partido que atestam que a petista fez campanha para Abicalil ao Senado. Os depoimentos estão marcados para às 16h, na sede do partido em Cuiabá. No domingo está marcada a oitiva de Cabral. Ele também vai levar duas testemunhas. No entanto, o vereador reclama que fez alguns requerimentos para a Comissão, mas não teve seus pedidos atendidos. As oitivas de Serys e das testemunhas dela estão marcadas para o próximo final de semana. O resultado desses processos internos pode resultar na expulsão deles do partido. Também respondem às acusações os militantes que foram candidatos Heroísa Melo, Juca Lemos e Jucy da Eletronorte. Pesa contra os petistas o fato de no material de campanha não constar o nome de Abicalil, que foi o terceiro mais votado em 2010 e ficou sem o cargo. Serys também declarou diversas vezes durante o pleito eleitoral que não apoiaria o ex-presidente do PT no Estado. Na verdade, essa guerra interna no partido teve início quando Serys e Abicalil se colocaram como candidatos ao Senado pelo PT. Como senadora, Serys achava que tinha o direito natural de disputar a reeleição. Os dois se enfrentaram em uma prévia interna que deu ao então deputado federal o direito de ser candidato.