A Comissão de Auditoria Técnica de Tecnologia da Informação, que investiga a fragilidade no sistema de informática do Tribunal de Justiça, adiou o prazo para a entrega do relatório da auditoria. Inicialmente, a previsão de concluir o documento seria hoje. O supervisor da Comissão, desembargador Márcio Vidal, justificou que o trabalho é complexo e em grande volume. O pedido de dilação foi apresentado pelo presidente da comissão, Johnny Ander Pereira Abdallah, atual coordenador de Tecnologia da Informação do TJ, e deferido pelo presidente, desembargador José Silvério Gomes. A comissão foi constituída em março depois que um servidor foi flagrado mexendo nos computadores que fazem distribuições do processo. Há duas semanas o desembargador Márcio Vidal revelou que, através dessa investigação, foi constatado que já houve o vazamento de votos de magistrados e a tentativa de se mudar, fraudulentamente, o voto de relatores em processos do Tribunal de Justiça. A grave declaração se soma às outras que pesam contra o Tribunal, como a de venda de sentença. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) investiga a suposta venda de sentença no TJ mato-grossense. O inquérito corre em segredo de Justiça. Entre as atribuições da Comissão de Auditoria Técnica figuram auditoria nas máquinas; verificação da possibilidade de acesso aos dados de um computador por meio remoto a partir de outro computador ligado à rede interna de informática; e ainda verificação quanto ao risco de invasão externa. A equipe dispõe de autonomia para sugerir a adoção das providências internas e externas que entender necessárias, visando sempre à eficiência, eficácia, publicidade e transparência dos procedimentos.