Clima de disputa traz nova leva de panfletos às ruas
Várzea Grande se tornou palco de ataques políticos mesmo antes da liberação do período de campanha pela Justiça Eleitoral. Pela segunda vez na semana, a cidade amanheceu ontem forrada de panfletos que atacaram de forma ferrenha postulantes à prefeitura municipal. Desta vez, os alvos foram o prefeito Murilo Domingos (PR), pré-candidato à reeleição, e o líder do projeto próprio do PMDB, o vice-prefeito Nico Baracat. Na última quarta-feira, as ruas da cidade foram recheadas de panfletos dirigidos ao deputado Maksuês Leite (PP) em decorrência de sua desistência de disputar a prefeitura e o apoio a seu ex-inimigo político, Júlio Campos (DEM). Ontem, os panfletos que assolaram a cidade industrial se distinguiam por meio de dois focos. A diagramação dos panfletos chamava a atenção ontem à tese de que ambos foram produzidos por um mesmo autor. Em um dos panfletos, o destaque foi para o prefeito Murilo Domingos e seu irmão, Toninho Domingos, sob a acusação de roubar a administração através de uso da Casa Domingos de propriedade do chefe do Executivo municipal. Em outro panfleto o vice-prefeito, Nico Baracat (PMDB), foi alvo de ataque efusivo pelo recebimento de aposentadoria como ex-deputado estadual, além de receber pagamento como vice-prefeito. O PMDB do município havia firmado indicativo de apoio ao projeto liderado anteriormente pelo deputado Maksuês Leite (PP). Porém, a aliança feita entre o Democratas e o Partido Progressista acirrou os ânimos de partidos e também de eleitores. Com o propósito de alicerçar a construção de um projeto próprio, o vice-prefeito Nico Baracat se tornou a bola da vez de possíveis adversários. Vejo isso com tranqüilidade. Não me atinge porque não roubei, recebo pelo que tenho direito. Fico triste porque fizeram um ato ilícito, sem falar na cidade que está suja. Deveriam ter a decência de limpar o município, disparou.