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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012, 23h:22
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DEBATE
Clima continuou tenso em emissora de rádio
LAURA NABUCO
Da Reportagem
A concessão de incentivos fiscais e as personalidades políticas que apoiam cada um dos candidatos a prefeito de Cuiabá foram os assuntos que acirraram os ânimos no debate entre Lúdio Cabral (PT) e Mauro Mendes (PSB) realizado pela Rádio Mix. O empresário se mostrou particularmente incomodado com as referências do petista à isenção de impostos que sua empresa recebeu do governo do Estado. Estou cansado desse tititi de eleição. Toda vez essa conversa de incentivo fiscal, disparou Mendes, no espaço reservado às considerações finais. O assunto permeou, especialmente, as apresentações de propostas para geração de empregos, mas também chegou ao âmbito da Saúde quando Lúdio perguntou a Mendes quantos hospitais poderiam ser construídos com os R$ 400 milhões em impostos que, segundo ele, deixaram de ser pagos. O empresário citou programas do governo federal, como o da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para se defender e garantiu ter gerado empregos com o benefício que recebeu. O senhor está tão nervoso, que cada hora fala um valor. Depois que acabar a eleição vou convidar o senhor para visitar minha empresa. Vou mostrar a tabela correta da isenção fiscal, que deixa meu produto mais barato, faz eu vender mais e gerar mais empregos, respondeu Mauro. Numa espécie de continuação do debate realizado pelo Grupo Gazeta de Comunicação na noite anterior, Mauro e Lúdio não esconderam o clima tenso e também trocaram farpas quando o assunto em questão eram os apoios políticos de cada um. Lúdio reafirmou que o ex-secretário da Secopa, Eder Moraes (PR), não faz parte de seu comitê de campanha e garantiu que não sofrerá interferências de caciques políticos em sua gestão. Mendes rebateu, dizendo acreditar que não governará sozinho e, por isso, expõe seus apoiadores, os senadores Pedro Taques (PDT) e Blairo Maggi (PR) e o deputado federal Valdenir Pereira (PSB). Embora sequer esteja na disputa ou no comando da cidade, o ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB), também teve destaque. Em várias oportunidades, tanto Mendes quanto Lúdio compararam o adversário ao tucano como uma forma de agressão.