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Terça-feira, 03 de Dezembro de 2013, 20h:29

VÁRZEA GRANDE

Câmara deve aprovar aumento do IPTU

A Câmara Municipal de Várzea Grande deve aprovar na sessão de hoje (3) um aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O aumento já foi aprovado sem dificuldades em primeira votação. Apesar disso, a oposição ainda pede uma maior discussão com a população. A prefeitura já apresentou aos vereadores a nova planta genérica do município. Em algumas localidades, como no centro da cidade, os imóveis apresentaram uma valorização de até 1000%. Com base nos novos dados, o Executivo municipal pretende atualizar os valores cobrados no imposto. O presidente da Câmara, Waldir Bento (PMDB), não quis falar em aumento. Segundo ele, a medida corresponde à adoção do “IPTU Progressivo” - mecanismo criado para acabar com as áreas vazias da cidade. Com ela, donos de grandes áreas serão obrigados a fazer o loteamento. Depois de cinco anos, se não a ação não for tomada, a área em questão passa a ser do município. Conforme Waldir, o mecanismo deve ajudar a prefeitura a realizar mais investimentos, uma vez que a tendência é que haja mais disponibilidade de caixa. No entanto, o peemedebista acredita que é preciso ouvir a população. O vereador Pedro Paulo Tolares, o Pedrinho (PROS), defende o aumento. Ele alega que, apesar de ter 300 mil habitantes, Várzea Grande é uma das cidades que cobram o importo mais barato do país. “Tenho analisado o projeto e percebido que temos que fazer essa adequação”, justifica. Já Pery Taborelli (PV) não vê justificativa plausível para o aumento. Segundo ele, o prefeito Walace Guimarães (PMDB) gasta mal o dinheiro público. Ele usa como argumento o julgamento das contas de 2012 da prefeitura pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), quando foram apontadas irregularidades. “O aumento do IPTU só vai aumentar o descontrole”, avalia. No primeiro quadrimestre do ano passado, o Executivo não conseguiu cumprir as metas de arrecadação estabelecidas na Lei Orçamentária Anual. Também não cumpriu o mínimo constitucional de investimento em educação (25%), além de exceder o gasto com a folha de pagamento. “O prefeito é incompetente para gerir os recursos que já existem”. Taborelli diz que foi contra o projeto desde quando ele passou pela Comissão de Finanças da Câmara. O vereador afirma que solicitou à equipe de governo que fossem realizadas audiências públicas para discutir o aumento. Porém, a resposta foi negativa. “Também solicitei que o gestor apresentasse as obras que foram feitas durante sua gestão, mas ele não o fez, porque não tem”, diz. (TA)

Edição EDIÇÃO 16966




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