O servidor público Marco Bertulio, escolhido pelo governador eleito Pedro Taques (PDT) para assumir a secretaria de Saúde (SES), afirma que o trabalho à frente da Pasta será no sentido de fortalecer o setor nos 141 municípios do Estado. Para isso, segundo ele, o governo deve fazer os pagamentos em dia dos repasses referentes à ajuda que o município precisa. Entre os anos de 2012 e 2013 os atrasos desses repasses foram constantes e agravou a crise da saúde. Ainda nos municípios, Bertúlio diz que a ideia do novo governo é de ajudar na estruturação das unidades de saúde de cada cidade para acabar com a chamada ambulânciaterapia, que consiste em levar pacientes de ambulância de um município para outro com estrutura melhor. Promete também acabar com a gestão dos hospitais regionais por meio das Organizações Sociais de Saúde (OSS). Com isso, a gestão deve ficar com o próprio Estado. Em seu plano de governo Taques dizia acreditar que a privatização da saúde favoreceu apenas a corrupção na secretaria que comanda o setor. Foi escolhido um modelo arriscado de gestão, que tem possibilitado a corrupção e péssimo retorno a população. As OSS foram implantadas em 2011, teve forte apelo do governo do Estado e adesão da maioria dos deputados estaduais. No ano seguinte, um projeto de lei de iniciativa popular foi apresentado na Assembleia Legislativa que tinha o objetivo de acabar com a gestão privada. No entanto, o texto segue tramitação lenta e não foi votado em plenário. O Estado vai cumprir a sua função de cuidar dos serviços e média e alta complexidade assumindo os hospitais regionais do Estado e garantindo que os municípios que tenham hospitais tenham reais condições de fazer a gestão direta deste serviço para garantir celeridade para a população que precisa, diz. Entre as promessas feitas por Taques na campanha eleitoral está o aumento dos repasses aos municípios e a construção de três novos hospitais do Estado (Cuiabá, Barra do Garças e Tangará da Serra), além de concluir o hospital regional de Porto Alegre do Norte. Bertúlio ajudou Taques na elaboração do plano de governo para a saúde. Também atuou na coordenação da equipe de transição do pedetista. Ele é engenheiro sanitarista, engenheiro de segurança do trabalho e mestre em avaliação de políticas e programas de saúde. Além de servidor efetivo da secretaria de Estado de Saúde, Marco é professor no Instituto de Saúde Coletiva da UFMT na área de políticas, planejamento e gestão em saúde. Teve atuação também como professor de pós-graduação no Instituto Brasileiro de Pós Graduação da Faculdade Internacional de Curitiba e na Universidade de Cuiabá. Como docente da UFMT ministrou aulas para os cursos de medicina, enfermagem, nutrição e saúde coletiva.