O Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser provocado para avaliar se houve ou não cerceamento do exercício da profissão dos artistas com a proibição de showmícios durante as eleições 2006. A categoria em Mato Grosso também se mobiliza para que seja revista a proibição. O cantor e compositor Milton Pereira de Pinho, conhecido como Guapo, sai em defesa da mobilização nacional pela liberdade eleitoral. De acordo com o manifesto distribuído pelo cantor apesar de bem-vinda, a lei moralizadora não pode passar por cima das liberdades garantidas pela Constituição. Guapo argumenta que os shows regionais não são caros e por festejarem a cultura local não reúnem um número muito grande de público. Já os shows nacionais necessitam de grande estrutura e cachês milionários. De acordo com o manifesto, ao proibir showmícios a lei eleitoral exagerou. Esses momentos de manifestação da cultura regional não oferecem qualquer perigo à moralidade do processo eleitoral. São oportunidades de ganhos extras para que os artistas mantenham viva a cultura regional. O cantor apóia o projeto de lei do deputado Welinton Fagundes, que autoriza a realização de showmício com artistas regionais (projeto nº 7155/2006) e convoca a população a enviar manifestações de apoio ao Congresso Nacional. Essa é uma iniciativa que corrige a injusta e inconstitucional proibição da lei eleitoral deste ano, que, de forma excessiva, restringiu a liberdade de ofício dos artistas regionais e a liberdade de manifestação cultural do povo brasileiro, afirma o cantor.