A entrada de Décio Coutinho na Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, caso confirmada, promete facilitar a transferência de recursos federais à área, estratégica ao Estado principalmente ante o alerta vermelho com os focos de febre aftosa descobertos no fim de janeiro na Bolívia. Até agora o Indea não tem sequer o posicionamento de quanto Mato Grosso receberá este ano, e muito menos quando esse dinheiro chegará aos cofres estaduais. O deputado federal e presidente da Famato, Homero Pereira, ressalta que a expectativa positiva de que Mato Grosso arrebanhe ainda o posto máximo da Conab é pautada na importância no agronegócio brasileiro. Acreditamos que qualquer ministro que entrasse dará espaço a Mato Grosso diante do peso nacional do Estado na produção de grãos e no rebanho bovino. Questionado sobre o fato desse peso ter sido desconsiderado na distribuição de cargos no Mapa no primeiro mandato de Lula, Pereira admite que a aproximação do governador Blairo Maggi no projeto de reeleição do presidente agora vislumbra o cenário de portas abertas em Brasília. Ao repercutir a declaração de Lula durante a posse de Stephanes de que o presidente não deseja um ministério baseado exclusivamente em ações para aqueles que choram mais, num claro aviso aos produtores rurais, Homero Pereira atesta que a discussão de medidas de socorro ante a dívida rural não será a única plataforma de debates do Estado junto ao Mapa. Temos questões importantes como o etanol, biodiesel e também a defesa sanitária. Também estamos na expectativa de que o Estado seja beneficiado com a melhoria do desempenho do ministério como um todo, inclusive nos aspectos orçamentários, infra-estrutura e quadro de pessoal.(JS)