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POLÍTICA
Terça-feira, 13 de Maio de 2025, 08h:17

LOBISTA DE MT É PIVÔ

PF mira rede de lavagem de propina em esquema venda de sentenças

O STF autorizou 11 mandados busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores no montante de R$ 20 milhões

CONSTANÇA REZENDE
Da Folhapress - Brasília
PF
De acordo com a PF, as investigações identificaram uma rede financeira-empresarial de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13), a 5ª fase da Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de vazamentos de decisões e venda de sentenças no STJ (Superior Tribunal de Justiça), com a participação de servidores.

Segundo o órgão, o objetivo é aprofundar a investigação em relação aos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, mercado de câmbio clandestino, evasão de divisas e organização criminosa.

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O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou 11 mandados busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 20 milhões e a proibição dos investigados de saírem do país, com a apreensão de seus passaportes. 

Quatro mandados são cumpridos em Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal.

De acordo com a PF, as investigações identificaram uma rede financeira-empresarial de lavagem de dinheiro, criada para dissimular a origem ilícita das supostas propinas lançadas para a compra de decisões judiciais proferidas no âmbito do STJ, "de modo a romper a vinculação direta entre o agente corruptor e o servidor público corrompido". 

Em novembro de 2024, a PF cumpriu, na mesma operação, 23 mandados de busca e um de prisão contra advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados suspeitos de envolvimento na venda de decisões judiciais.

Na época, foram alvos de medidas de busca desembargadores do TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso), os chefes dos gabinetes dos ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Isabel Gallotti e Og Fernandes (Daimler Alberto de Campos e Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, respectivamente) e o assessor Márcio José Toledo Pinto, que trabalhou nos gabinetes de diversos ministros.

Já a ordem de prisão preventiva foi contra Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado pela investigação como o lobista responsável por intermediar interesses criminosos entre advogados e servidores públicos.


Edição edição 16957




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